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sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Convite do Santo Padre

O Santo Padre, Papa Francisco, pediu que nos juntássemos a ele numa jornada de oração e jejum pela paz.
Abaixo, as palavras do Santo Padre. 
Como em Portugal temos uma hora menos do que no Vaticano, o nosso Jejum deverá ser feito, se possível, desde as 18h às 23h.

Junte-mo-nos ao Santo Padre, a todos os Cristão e pessoas de boa vontade, rezando ao Pai do Céu pela Paz.






PAPA FRANCISCO
ANGELUS
1 de Setembro de 2013

Hoje, queridos irmãos e irmãs,

queria fazer-me intérprete do grito que se eleva, com crescente angústia, em todos os cantos da terra, em todos os povos, em cada coração, na única grande família que é a humanidade: o grito da paz! É um grito que diz com força: queremos um mundo de paz, queremos ser homens e mulheres de paz, queremos que nesta nossa sociedade, dilacerada por divisões e conflitos, possa irromper a paz! Nunca mais a guerra! Nunca mais a guerra! A paz é um dom demasiado precioso, que deve ser promovido e tutelado.

Vivo com particular sofrimento e com preocupação as várias situações de conflito que existem na nossa terra; mas, nestes dias, o meu coração ficou profundamente ferido por aquilo que está acontecendo na Síria, e fica angustiado pelos desenvolvimentos dramáticos que se preanunciam.

Dirijo um forte Apelo pela paz, um Apelo que nasce do íntimo de mim mesmo! Quanto sofrimento, quanta destruição, quanta dor causou e está causando o uso das armas naquele país atormentado, especialmente entre a população civil e indefesa! Pensemos em quantas crianças não poderão ver a luz do futuro! Condeno com uma firmeza particular o uso das armas químicas! Ainda tenho gravadas na mente e no coração as imagens terríveis dos dias passados! Existe um juízo de Deus e também um juízo da história sobre as nossas acções aos quais não se pode escapar! O uso da violência nunca conduz à paz. Guerra chama mais guerra, violência chama mais violência.

Com todas as minhas forças, peço às partes envolvidas no conflito que escutem a voz da sua consciência, que não se fechem nos próprios interesses, mas que olhem para o outro como um irmão e que assumam com coragem e decisão o caminho do encontro e da negociação, superando o confronto cego. Com a mesma força, exorto também a Comunidade Internacional a fazer todo o esforço para promover, sem mais demora, iniciativas claras a favor da paz naquela nação, baseadas no diálogo e na negociação, para o bem de toda a população síria.

Que não se poupe nenhum esforço para garantir a ajuda humanitária às vítimas deste terrível conflito, particularmente os deslocados no país e os numerosos refugiados nos países vizinhos. Que os agentes humanitários, dedicados a aliviar os sofrimentos da população, tenham garantida a possibilidade de prestar a ajuda necessária.

O que podemos fazer pela paz no mundo? Como dizia o Papa João XXIII, a todos corresponde a tarefa de estabelecer um novo sistema de relações de convivência baseados na justiça e no amor (cf. Pacem in terris, [11 de abril de 1963]: AAS 55 [1963], 301-302).

Possa uma corrente de compromisso pela paz unir todos os homens e mulheres de boa vontade! Trata-se de um forte e premente convite que dirijo a toda a Igreja Católica, mas que estendo a todos os cristãos de outras confissões, aos homens e mulheres de todas as religiões e também àqueles irmãos e irmãs que não creem: a paz é um bem que supera qualquer barreira, porque é um bem de toda a humanidade.

Repito em alta voz: não é a cultura do confronto, a cultura do conflito, aquela que constrói a convivência nos povos e entre os povos, mas sim esta: a cultura do encontro, a cultura do diálogo: este é o único caminho para a paz.

Que o grito da paz se erga alto para que chegue até o coração de cada um, e que todos abandonem as armas e se deixem guiar pelo desejo de paz.

Por isso, irmãos e irmãs, decidi convocar para toda a Igreja, no próximo dia 7 de setembro, véspera da Natividade de Maria, Rainha da Paz, um dia de jejum e de oração pela paz na Síria, no Oriente Médio, e no mundo inteiro, e convido também a unir-se a esta iniciativa, no modo que considerem mais oportuno, os irmãos cristãos não católicos, aqueles que pertencem a outras religiões e os homens de boa vontade.

No dia 7 de Setembro  na Praça de São Pedro, aqui, das 19h00min até as 24h00min, nos reuniremos em oração e em espírito de penitência para invocar de Deus este grande dom para a amada nação síria e para todas as situações de conflito e de violência no mundo. A humanidade precisa ver gestos de paz e escutar palavras de esperança e de paz! Peço a todas as Igrejas particulares que, além de viver este dia de jejum, organizem algum ato litúrgico por esta intenção.

Peçamos a Maria que nos ajude a responder à violência, ao conflito e à guerra com a força do diálogo, da reconciliação e do amor. Ela é mãe: que Ela nos ajude a encontrar a paz; todos nós somos seus filhos! Ajudai-nos, Maria, a superar este momento difícil e a nos comprometer a construir, todos os dias e em todo lugar, uma autêntica cultura do encontro e da paz. Maria, Rainha da paz, rogai por nós!

sexta-feira, 22 de março de 2013

Sobre o Santo Padre Francisco

Uma surpresa de Deus vinda dos confins do mundo



A primeira aparição pública do novo Papa, Francisco, fez-me recordar uma exortação que São Francisco de Assis teria dirigido a um grupo de franciscanos enviados em missão para o Médio Oriente: «Falai sempre de Cristo e, se necessário, usai palavras». Deste modo, São Francisco queria sublinhar a importância que as atitudes dos missionários têm no anúncio do Evangelho. As primeiras palavras do Papa à multidão presente na Praça de São Pedro apontam para elementos fundamentais da vida cristã. Mas, os gestos e as atitudes que as acompanharam deram-lhes um selo de autenticidade que a todos comoveu. Ainda sob o impacto da eleição, gostaria de salientar alguns gestos do novo Papa onde já podemos antever caminhos de renovação da Igreja.

Em primeiro lugar, a escolha do nome. «Francisco» é todo um programa de vida e de missão, de serviço e de proximidade. Do santo de Assis, o cardeal Bergoglio já escolhera a via da simplicidade e da pobreza, de uma Igreja humilde e próxima dos pobres. Francisco de Assis é também «o homem da paz, o homem que ama e preserva a criação». No outro Francisco, o de Xavier e jesuíta como ele, decerto encontra um testemunho apaixonado pela missão.

Depois da saudação inicial, familiar e íntima, «Irmãos e irmãs, boa noite!», o Papa apresenta-se simplesmente como bispo de Roma. E repete esta ideia várias vezes ao longo da sua alocução, usando a imagem do caminho que juntos estão iniciando, o bispo de Roma e a igreja de Roma. Em apenas duas frases, dá-nos uma grande lição de eclesiologia, onde o ministério petrino é devolvido à sua fonte e à sua missão primeira: presidir a todas as Igrejas na caridade. A menção especial à colaboração e ajuda do seu cardeal vigário, presente ao seu lado, remete para a colegialidade episcopal como um «caminho de fraternidade, de amor, de confiança» entre todos os membros da Igreja.

Na sua primeira intervenção pública, o Papa Francisco não esqueceu o seu antecessor, Bento XVI. Mas fê-lo de uma forma original. Em vez de tecer considerações laudatórias – que seriam sinceras e apropriadas – prefere rezar por ele. E assim, vemos o bispo de Roma e a multidão a recitar as orações mais simples e populares, com profunda devoção, implorando a bênção de Deus e a proteção de Nossa Senhora para o papa emérito.
Mas a grande surpresa ainda estava para vir. Antes de dar a sua primeira bênção, o Papa Francisco pede um favor ao povo presente na praça: «Antes de o bispo abençoar o povo, peço-vos que rezeis ao Senhor para que me abençoe a mim; é a oração do povo, pedindo a bênção para o seu bispo». E, inclina-se como um peregrino prestes a iniciar o caminho ou como uma criança que pede a bênção ao pai e à mãe. Talvez nunca antes fora presenciado tal gesto na Praça de São Pedro: uma multidão orante e em silêncio pedindo a bênção de Deus para o seu pastor.

O amor dos católicos pelo Papa deve traduzir-se em gestos que ajudem a aliviar o peso que está sobre os seus ombros. Em primeiro lugar, o amor ao Papa exprime-se através da oração. Depois, deve ser visível no modo como assumimos as nossas responsabilidades enquanto cristãos: procurando ser fiéis a Cristo, levando uma vida mais simples e solidária, promovendo o diálogo dentro e fora da Igreja, construindo comunidades cristãs acolhedoras e fraternas, dando um lugar privilegiado aos pobres na nossa ação pastoral. No nome que escolheu e nos gestos já conhecidos, o cardeal Bergoglio sugere-nos um caminho de renovação pessoal e eclesial. Deste modo, sempre que assumimos as nossas responsabilidades à luz da fé, estamos a contribuir para que, e citando o Papa Francisco, «haja uma grande fraternidade» no mundo.

P. José Antunes da Silva, SVD
fonte: http://www.oconquistador.com

quinta-feira, 7 de março de 2013

Agradecimento ao Santo Padre Emérito Bento XVI


Um foto-livro com citações do Santo Padre Emérito Bento XVI.

Vale a pena consultar e recordar algumas das frases chave ao longo do seu Pontificado.

É só clicar na imagem e vai ter ao site do Vaticano.


terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Bento XVI - História de uma vocação

A TV Canção Nova preparou um vídeo sobre o percurso de vida do Santo Padre Bento XVI.
Dá para vermos como o Senhor Jesus o conduziu até hoje.

Em baixo fica, também, uma oração que podemos fazer pelo Santo Padre, agradecendo a Deus tudo o que ele tem sido para a Igreja e para o Mundo.




segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Rezemos, agradecendo a Deus o Santo Padre Bento XVI



Hoje as fontes oficiais da Igreja Católica anunciam a resignação do Santo Padre Bento XVI a partir do dia 28 de Fevereiro.
Rezemos pelo Santo Padre a Deus, agradecendo tudo de bom que ele trouxe à Santa Igreja e ao Mundo.


O Santo Padre proferiu as seguintes palavras:

“Caríssimos Irmãos,
convoquei-vos para este Consistório não só por causa das três canonizações, mas também para vos comunicar uma decisão de grande importância para a vida da Igreja. Depois de ter examinado repetidamente a minha consciência diante de Deus, cheguei à certeza de que as minhas forças, devido à idade avançada, já não são idóneas para exercer adequadamente o ministério petrino. Estou bem consciente de que este ministério, pela sua essência espiritual, deve ser cumprido não só com as obras e com as palavras, mas também e igualmente sofrendo e rezando. Todavia, no mundo de hoje, sujeito a rápidas mudanças e agitado por questões de grande relevância para a vida da fé, para governar a barca de São Pedro e anunciar o Evangelho, é necessário também o vigor quer do corpo quer do espírito; vigor este, que, nos últimos meses, foi diminuindo de tal modo em mim que tenho de reconhecer a minha incapacidade para administrar bem o ministério que me foi confiado. Por isso, bem consciente da gravidade deste acto, com plena liberdade, declaro que renuncio ao ministério de Bispo de Roma, Sucessor de São Pedro, que me foi confiado pela mão dos Cardeais em 19 de Abril de 2005, pelo que, a partir de 28 de Fevereiro de 2013, às 20,00 horas, a sede de Roma, a sede de São Pedro, ficará vacante e deverá ser convocado, por aqueles a quem tal compete, o Conclave para a eleição do novo Sumo Pontífice.
Caríssimos Irmãos, verdadeiramente de coração vos agradeço por todo o amor e a fadiga com que carregastes comigo o peso do meu ministério, e peço perdão por todos os meus defeitos. Agora confiemos a Santa Igreja à solicitude do seu Pastor Supremo, Nosso Senhor Jesus Cristo, e peçamos a Maria, sua Mãe Santíssima, que assista, com a sua bondade materna, os Padres Cardeais na eleição do novo Sumo Pontífice. Pelo que me diz respeito, nomeadamente no futuro, quero servir de todo o coração, com uma vida consagrada à oração, a Santa Igreja de Deus.”



A notícia pode ser seguida aqui.