quinta-feira, 13 de março de 2014

Morte do D. José Policarpo, o Cardeal do Diálogo e da Esperança

Patriarca emérito de Lisboa morreu na sala de operações quando estava a ser operado a um aneurisma da aorta. O funeral decorre esta sexta-feira, às 16h00, na Sé de Lisboa.



D. José Policarpo participava num retiro de bispos, em Fátima, quando se sentiu mal e foi de emergência para Lisboa onde lhe foi detectado um aneurisma na aorta. Morreu na sala de operações, durante a intervenção cirúrgica de emergência a que foi submetido no Hospital do SAMS. Tinha 78 anos. As exéquias do patriarca emérito de Lisboa realizam-se esta sexta-feira, na Sé de Lisboa, a partir das 16h00, sendo depois sepultado no Panteão dos Patriarcas, em S. Vicente de Fora.

D. José Policarpo foi, até 18 de Maio de 2013, cardeal patriarca de Lisboa, cargo que ocupava desde 1998, o que contribuiu para se destacar como uma das principais figuras da Igreja Católica em Portugal. Participou em dois conclaves: no de Abril de 2005, que elegeu Bento XVI, e no de Março de 2013, que culminou na escolha do Papa Francisco. Foi, ele próprio, dado como possível ocupante do maior cargo da Igreja Católica. Em 2005, antes da eleição de Ratzinger, chegou a ser caricaturado pela imprensa internacional com uma nuvem de fumo à sua volta, por causa dos cigarros que fumava compulsivamente.

Mas era muito mais do que isso. Era “um homem corajoso, que não pedia licença para dizer o que pensava”, recorda o presidente da Comissão da Liberdade Religiosa, Fernando Soares Loja.

Bruto da Costa, da Comissão Justiça e Paz, conheceu bem D. José. “Lidei com ele muitos anos, desde a altura em que ele era bispo auxiliar, e a notícia apanhou-me de surpresa. Em muitas ocasiões colaborei com ele e devo-lhe gestos de amizade pessoal.” Recorda um: “Há muitos anos ele deu conta de que eu não tinha carro e dispôs-se a emprestar-me o carro pessoal dele. Não tive gestos destes de muita gente”. Mas, sobretudo, Bruto da Costa sublinha “os gestos de diálogo” que Policarpo revelou ao longo da vida, nomeadamente “com o mundo não crente”. “Era um intelectual e respeitado como tal. [A sua morte] é uma grande perda para a Igreja e para a sociedade portuguesa.”

Sobre as polémicas, em alguns momentos, dentro e fora da Igreja, diz que D. José Policarpo “era um homem culto, de uma elevada intelectualidade na forma como fundamentava as suas posições e que sabia que as divergências fazem parte da vida e que a igreja se define como um espaço de diálogo”.

Carreira das Neves, um ano mais novo do que D. José Policarpo, foi seu amigo e colega, nomeadamente como professor, em diferentes ocasiões: “Era um homem superiormente inteligente, muito dedicado. Como padre, era um pai para os padres das suas dioceses”, nota, recordando várias ocasiões em que, como patriarca de Lisboa, D. José aparecia nas igrejas sem se fazer anunciar “para falar e ajudar a resolver problemas”. “Aparecia quando menos esperavam.”

“D. José tinha coisas muito interessantes e era um homem muito aberto”, continua o padre Carreira das Neves. Era um “democrata” que revelava “uma grande capacidade de ouvir os outros”, um homem “aberto” e, por vezes, “polémico”. E uma das polémicas deu bastante que falar: “Há uns anos, numas conferências na Figueira da Foz, num momento de intervalo, quando pensava que não estava a ser gravado, alguém lhe perguntou sobre a possibilidade de as mulheres serem ordenadas padres. Ele disse que era uma questão em aberto, e que mais cedo ou mais tarde isso acabaria por acontecer. As suas palavras chegaram ao Vaticano, que não gostou nada.”

D. José Policarpo era, porém, pouco dado a fracturas. Aliás, poucos dias depois de ter reiterado, numa entrevista publicada no boletim da Ordem dos Advogados, em Julho de 2011, que não via nenhum obstáculo teológico fundamental ao sacerdócio feminino, viria desdizer-se publicamente, convidando os católicos a “acatarem o magistério” da Igreja que interditava essa possibilidade. “Podem pensar que esta atitude tem o sabor do acomodamento, mas considero que revelou um grande sentido de coragem e de humildade intelectual”, recorda, a propósito, D. Januário Torgal Ferreira.

O bispo emérito das Forças Armadas prefere assim sublinhar a capacidade de D. José Policarpo se pôr ao serviço da Igreja, “sempre em diálogo aberto com a sociedade”. “Ele sempre se esforçou para que determinadas posições da Igreja fossem mais além e, não o sendo, foi muitas vezes acusado de ser conservador. Mas penso que, como cardeal, ele sentia que tinha que guardar um tipo de fidelidade que não era coadunável com a elasticidade mental que o caracterizava”, acrescentou D. Januário, sobre alguém a quem imputa uma “atitude de extrema atenção ao mundo”.

Colega de D. José Policarpo na Universidade Gregoriana de Roma, o teólogo Anselmo Borges desfaz a imagem de alguém pouco caloroso, algo distante até na expressão. “Quem o conhecia de perto, sabia que era um homem muito caloroso, culto, aberto ao mundo, dialogante”, caracterizou ao PÚBLICO. “Não era de muitos sorrisos, mas nunca o vi como alguém de expressão dura”, confirma o cónego António Pereira Rego, elogiando-lhe o “sentido de humor finíssimo” que nem sempre transparecia “na forma como se apresentava”.

À SIC Notícias, o ex-ministro das Finanças, Bagão Félix, confirmou o carácter “afável” de D. José Policarpo. “Podia parecer algo distante mas era, pelo contrário, muito caloroso e de grande mansidão”, declarou, para acrescentar: “Era suficientemente ortodoxo do ponto de vista da fé, mas não tão ortodoxo que não permitisse alguma liberdade aos fiéis”. Uma impressão corroborada também por António Pereira Rego. “Se era progressista ou conservador em questões como o divórcio, a contracepção ou o aborto? É evidente que um cardeal não pode ser conservador nem progressista, porque as coisas são o que são, mas ele não acusava nem condenada ninguém, podia não estar de acordo mas, tal como mandava Santo Agostinho, detestava o pecado e amava o pecador”.

Não era retórica. O cónego António Janela, que se cruzou com D. Policarpo no Colégio Português, em Roma, no final da década de 1960, início da de 1970, recorda “os “anos muito duros” quando o então ainda padre José Policarpo foi encarregue pelo ainda cardeal Cerejeira para dirigir o seminário dos Olivais, em Lisboa. Foram os anos que se seguiram ao Concílio Vaticano II” e aos anos do Estado Novo, com padres a abandonar a Igreja Católica ou a serem afastados por não concordarem politicamente com a ditadura, por exemplo. Décadas mais tarde, é D. José que os reintegra e, em 1998, chega mesmo a celebrar o matrimónio do ex-sacerdote Felicidade Alves.

Durante as décadas em que esteve à frente do seminário foi “uma figura marcante” na formação dos futuros padres, recorda ainda António Janela, actualmente na paróquia do Coração de Jesus, em Lisboa. D. António Ribeiro, o então Patriarca de Lisboa tinha “enorme confiança” em Policarpo e, sabendo que este seria nomeado para ser bispo do Porto, pediu directamente a Roma que José ficasse como seu co-adjutor com direito a sucessão. Assim foi. Depois da morte de António Ribeiro, em 1998, Policarpo sucede-lhe à frente dos destinos de Lisboa.

Actualmente, D. José Policarpo encontrava-se em Sintra e sentir-se-ia “um pouco isolado”. Depois de tantos anos de mundo, “é difícil a adaptação, mas queria fazer um centro de espiritualidade e disse que o Papa o tinha encarregado de uma missão, sobre a qual não podia falar, mas era uma missão noutro país”, conta António Janela. “Ele estava ainda numa fase de adaptação à sua nova vida”, confirma o cónego António Pereira Rego. “Sempre disse que queria ter tempo para se recolher, reflectir e para escrever”. Teve menos de um ano para o fazer. 



Que D. José Policarpo descanse em Paz!

domingo, 9 de março de 2014

Reunião ordinária do Conselho Pastoral Paroquial


No passado mês de Fevereiro reuniu, no centro pastoral do Calvário, o Conselho Pastoral Paroquial das paróquias de Nisa. Este conselho é representativo de todos os movimentos paroquiais existentes e, de acordo com as orientações jurídicas da Igreja (Código do Direito Canónico), desempenha um papel de relevância da vida de uma paróquia, através do processo de reflexão e avaliação da realidade paroquial. Tendo um carácter consultivo, é reflexo das “forças vivas” de cada comunidade paroquial.


A sessão ordinária do dia foi dedicada a uma série de assuntos correntes, assim como à projecção das actividades futuras.
Como já é habitual, foi proposto aos conselheiros presentes um tema de estudo, nomeadamente a questão da família, matrimónio e das situações não regulares (os divorciados, os recasados, uniões de facto, etc.).

A reflexão e a partilha que se seguiu visaram um melhor conhecimento da posição da Igreja neste tipo de situações, tendo por base a Palavra de Deus, a prática da Igreja dos primeiros séculos e a voz do Magistério (ensinamento actual da Igreja). Uma das afirmações recolhidas do debate é a de que a família, em qualquer situação, “deve ser ajudada pelos pastores e pela comunidade com caridade solícita, e os fiéis que se encontram em situações irregulares - envolvidos em diversos serviços da paróquia”

A próxima reunião deste Conselho ficou agendada para o mês de Maio.

sábado, 8 de março de 2014

I Domingo da Quaresma

LEITURA I Gen 2, 7-9; 3, 1-7
«A criação e o pecado dos nossos primeiros pais»

Leitura do Livro do Génesis
O Senhor Deus formou o homem do pó da terra, insuflou em suas narinas um sopro de vida, e o homem tornou-se um ser vivo. Depois, o Senhor Deus plantou um jardim no Éden, a oriente, e nele colocou o homem que tinha formado. Fez nascer na terra toda a espécie de árvores, de frutos agradáveis à vista e bons para comer, entre as quais a árvore da vida, no meio do jardim, e a árvore da ciência do bem e do mal. Ora, a serpente era o mais astucioso de todos os animais dos campos que o Senhor Deus tinha feito. Ela disse à mulher: «É verdade que Deus vos disse: ‘Não podeis comer o fruto de nenhuma árvore do jardim’?». A mulher respondeu: «Podemos comer o fruto das árvores do jardim; mas, quanto ao fruto da árvore que está no meio do jardim, Deus avisou-nos: ‘Não podeis comer dele nem tocar-lhe, senão morrereis’». A serpente replicou à mulher: «De maneira nenhuma! Não morrereis. Mas Deus sabe que, no dia em que o comerdes, abrir-se-ão os vossos olhos e sereis como deuses, ficando a conhecer o bem e o mal». A mulher viu então que o fruto da árvore era bom para comer e agradável à vista, e precioso para esclarecer a inteligência. Colheu fruto da árvore e comeu; depois deu-o ao marido, que comeu juntamente com ela. Abriram-se então os seus olhos e compreenderam que estavam despidos. Por isso, entrelaçaram folhas de figueira e cingiram os rins com elas.
Palavra do Senhor.

SALMO RESPONSORIAL Salmo 50 (51), 3-4.5-6a.12-13.14.17 (R. cf. 3a)

  
Compadecei-Vos de mim, ó Deus, pela vossa bondade,
pela vossa grande misericórdia,
apagai os meus pecados.
Lavai-me de toda a iniquidade
e purificai-me de todas as faltas. Refrão

Porque eu reconheço os meus pecados
e tenho sempre diante de mim as minhas culpas.
Pequei contra Vós, só contra Vós,
e fiz o mal diante dos vossos olhos. Refrão

Criai em mim, ó Deus, um coração puro
e fazei nascer dentro de mim um espírito firme.
Não queirais repelir-me da vossa presença
e não retireis de mim o vosso espírito de santidade. Refrão

Dai-me de novo a alegria da vossa salvação
e sustentai-me com espírito generoso.
Abri, Senhor, os meus lábios
e a minha boca cantará o vosso louvor. Refrão


LEITURA II – Forma longa Rom 5, 12-19
«Onde abundou o pecado, superabundou a graça»

Leitura da Epístola do apóstolo São Paulo aos Romanos
Irmãos: Assim como por um só homem entrou o pecado no mundo e pelo pecado a morte, assim também a morte atingiu todos os homens, porque todos pecaram. De facto, até à Lei, existia o pecado no mundo. Mas o pecado não é levado em conta, se não houver lei. Entretanto, a morte reinou desde Adão até Moisés, mesmo para aqueles que não tinham pecado por uma transgressão à semelhança de Adão, que é figura d’Aquele que havia de vir. Mas o dom gratuito não é como a falta. Se pelo pecado de um só todos pereceram, com muito mais razão a graça de Deus, dom contido na graça de um só homem, Jesus Cristo, se concedeu com abundância a todos os homens. E esse dom não é como o pecado de um só: o julgamento que resultou desse único pecado levou à condenação, ao passo que o dom gratuito, que veio depois de muitas faltas, leva à justificação. Se a morte reinou pelo pecado de um só homem, com muito mais razão, aqueles que recebem com abundância a graça e o dom da justiça, reinarão na vida por meio de um só, Jesus Cristo. Porque, assim como pelo pecado de um só, veio para todos os homens a condenação, assim também, pela obra de justiça de um só, virá para todos a justificação que dá a vida. De facto, como pela desobediência de um só homem, todos se tornaram pecadores, assim também, pela obediência de um só, todos se tornarão justos.
Palavra do Senhor.

EVANGELHO Mt 4, 1-11
«Jesus jejua durante quarenta dias e é tentado»

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus
Naquele tempo, Jesus foi conduzido pelo Espírito ao deserto, a fim de ser tentado pelo Diabo. Jejuou quarenta dias e quarenta noites e, por fim, teve fome. O tentador aproximou-se e disse-lhe: «Se és Filho de Deus, diz a estas pedras que se transformem em pães». Jesus respondeu-lhe: «Está escrito: ‘Nem só de pão vive o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus’».
Então o Diabo conduziu-O à cidade santa, levou-O ao pináculo do templo e disse-Lhe: «Se és Filho de Deus, lança-Te daqui abaixo, pois está escrito: ‘Deus mandará aos seus Anjos que te recebam nas suas mãos, para que não tropeces em alguma pedra’». Respondeu-lhe Jesus: «Também está escrito: ‘Não tentarás o Senhor teu Deus’». De novo o Diabo O levou consigo a um monte muito alto, mostrou-Lhe todos os reinos do mundo e a sua glória, e disse-Lhe: «Tudo isto Te darei, se, prostrado, me adorares». Respondeu-lhe Jesus: «Vai-te, Satanás, porque está escrito: ‘Adorarás o Senhor teu Deus e só a Ele prestarás culto’». Então o Diabo deixou-O e aproximaram-se os Anjos e serviram-n'O.

Palavra da salvação.

terça-feira, 4 de março de 2014

Inicio da Quaresma - Quarta-Feira de Cinzas

A quarta-feira de cinzas é o primeiro dia da Quaresma no calendário cristão ocidental. As cinzas que os cristãos católicos recebem neste dia são um símbolo para a reflexão sobre o dever da conversão, da mudança de vida, recordando a passageira, transitória, efémera fragilidade da vida humana, sujeita à morte.


Ela ocorre quarenta dias antes da Páscoa sem contar os domingos ou quarenta e seis dias contando os domingos. 

Alguns cristãos tratam a quarta-feira de cinzas como um dia para se lembrar a mortalidade. Missas são realizadas tradicionalmente nesse dia nas quais os participantes são abençoados com cinzas pelo padre que preside à cerimónia. O padre marca a testa de cada celebrante com cinzas, deixando uma marca que o cristão normalmente deixa em sua testa até ao pôr do sol, antes de lavá-la. Esse simbolismo relembra a antiga tradição do Médio Oriente de jogar cinzas sobre a cabeça como símbolo de arrependimento perante Deus. No Catolicismo Romano é um dia de jejum e abstinência.

sábado, 1 de março de 2014

VIII Domingo do Tempo Comum

LEITURA I Is 49, 14-15
«Eu não te esquecerei»

Leitura do Livro de Isaías
Sião dizia: «O Senhor abandonou-me, o Senhor esqueceu-Se de mim». Poderá a mulher esquecer a criança que amamenta e não ter compaixão do filho das suas entranhas? Mas ainda que ela se esquecesse, Eu não te esquecerei.
Palavra do Senhor.


SALMO RESPONSORIAL Salmo 61 (62), 2-3.6-7.8-9ab (R. 6a)


Só em Deus descansa a minha alma,
d’Ele me vem a salvação.
Ele é meu refúgio e salvação,
minha fortaleza: jamais serei abalado. Refrão

Minha alma, só em Deus descansa:
d’Ele vem a minha esperança.
Ele é meu refúgio e salvação,
minha fortaleza: jamais serei abalado. Refrão

Em Deus está a minha salvação e a minha glória,
o meu abrigo, o meu refúgio está em Deus.
Povo de Deus, em todo o tempo ponde n’Ele 
a vossa confiança,
desafogai em sua presença os vossos corações. Refrão


LEITURA II 1 Cor 4, 1-5
«O Senhor manifestará o desígnio dos corações»

Leitura da Primeira Epístola do apóstolo S. Paulo aos Coríntios
Irmãos: Todos nos devem considerar como servos de Cristo e administradores dos mistérios de Deus. Ora o que se requer nos administradores é que sejam fiéis. Quanto a mim, pouco me importa ser julgado por vós ou por um tribunal humano; nem sequer me julgo a mim próprio. De nada me acusa a consciência, mas não é por isso que estou justificado: quem me julga é o Senhor. Portanto, não façais qualquer juízo antes do tempo, até que venha o Senhor, que há-de iluminar o que está oculto nas trevas e manifestar os desígnios dos corações. E então cada um receberá da parte de Deus o louvor que merece.
Palavra do Senhor.

EVANGELHO Mt 6, 24-34
«Não vos inquieteis com o dia de amanhã»

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Ninguém pode servir a dois senhores, porque ou há-de odiar um e amar o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro. Vós não podeis servir a Deus e ao dinheiro. Por isso vos digo: «Não vos preocupeis, quanto à vossa vida, com o que haveis de comer, nem, quanto ao vosso corpo, com o que haveis de vestir. Não é a vida mais do que o alimento e o corpo mais do que o vestuário? Olhai para as aves do céu: não semeiam nem ceifam nem recolhem em celeiros; o vosso Pai celeste as sustenta. Não valeis vós muito mais do que elas? Quem de entre vós, por mais que se preocupe, pode acrescentar um só côvado à sua estatura? E porque vos inquietais com o vestuário? Olhai como crescem os lírios do campo: não trabalham nem fiam; mas Eu vos digo: nem Salomão, em toda a sua glória, se vestiu como um deles. Se Deus assim veste a erva do campo, que hoje existe e amanhã é lançada ao forno, não fará muito mais por vós,
homens de pouca fé? Não vos inquieteis, dizendo: ‘Que havemos de comer? Que havemos de beber? Que havemos de vestir?’ Os pagãos é que se preocupam com todas estas coisas. Bem sabe o vosso Pai celeste que precisais de tudo isso. Procurai primeiro o reino de Deus e a sua justiça, e tudo o mais vos será dado por acréscimo. Portanto, não vos inquieteis com o dia de amanhã, porque o dia de ama­nhã tratará das suas inquietações. A cada dia basta o seu cuidado».

Palavra da salvação.