quinta-feira, 28 de março de 2013

Quinta Feira Santa - Missa Vespertina


MISSA VESPERTINA DA CEIA DO SENHOR

LEITURA I    Ex 12, 1-8.11-14
Leitura do Livro do Êxodo
Naqueles dias, o Senhor disse a Moisés e a Aarão na terra do Egipto: «Este mês será para vós o princípio dos meses; fareis dele o primeiro mês do ano. Falai a toda a comunidade de Israel e dizei-lhe: No dia dez deste mês, procure cada qual um cordeiro por família, uma rês por cada casa. Se a família for pequena demais para comer um cordeiro, junte-se ao vizinho mais próximo, segundo o número de pessoas, tendo em conta o que cada um pode comer. Tomareis um animal sem defeito, macho e de um ano de idade. Podeis escolher um cordeiro ou um cabrito. Deveis conservá-lo até ao dia catorze desse mês. Então, toda a assembleia da comunidade de Israel o imolará ao cair da tarde. Recolherão depois o seu sangue, que será espalhado nos dois umbrais e na padieira da porta das casas em que o comerem. E comerão a carne nessa mesma noite; comê-la-ão assada ao fogo, com pães ázimos e ervas amargas. Quando o comerdes, tereis os rins cingidos, sandálias nos pés e cajado na mão. Comereis a toda a pressa: é a Páscoa do Senhor. Nessa mesma noite, passarei pela terra do Egipto e hei-de ferir de morte, na terra do Egipto, todos os primogénitos, desde os homens até aos animais. Assim exercerei a minha justiça contra os deuses do Egipto, Eu, o Senhor. O sangue será para vós um sinal, nas casas em que estiverdes: ao ver o sangue, passarei adiante e não sereis atingidos pelo flagelo exterminador, quando Eu ferir a terra do Egipto. Esse dia será para vós uma data memorável, que haveis de celebrar com uma festa em honra do Senhor. Festejá-lo-eis de geração em geração, como instituição perpétua».
Palavra do Senhor.


SALMO RESPONSORIAL Salmo 115 (116), 12-13.15-16bc.17-18 (R. cf. 1 Cor 10, 16)


(CLIQUE NO REFRÃO PARA OUVIR)



Como agradecerei ao Senhor
tudo quanto Ele me deu?
Elevarei o cálice da salvação,
invocando o nome do Senhor. Refrão

É preciosa aos olhos do Senhor
a morte dos seus fiéis.
Senhor, sou vosso servo, filho da vossa serva:
quebrastes as minhas cadeias. Refrão

Oferecer-Vos-ei um sacrifício de louvor,
invocando, Senhor, o vosso nome.
Cumprirei as minhas promessas ao Senhor,
na presençade todo o povo. Refrão


LEITURA II  1 Cor 11, 23-26
Leitura da Primeira Epístola do apóstolo S. Paulo aos Coríntios
Irmãos: Eu recebi do Senhor o que também vos transmiti: o Senhor Jesus, na noite em que ia ser entregue, tomou o pão e, dando graças, partiu-o e disse: «Isto é o meu Corpo, entregue por vós. Fazei isto em memória de Mim». Do mesmo modo, no fim da ceia, tomou o cálice e disse: «Este cálice é a nova aliança no meu Sangue. Todas as vezes que o beberdes, fazei-o em memória de Mim». Na verdade, todas as vezes que comerdes deste pão e beberdes deste cálice, anunciareis a morte do Senhor, até que Ele venha.
Palavra do Senhor.

EVANGELHO          Jo 13, 1-15
«Amou-os até ao fim»
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João
Antes da festa da Páscoa, sabendo Jesus que chegara a sua hora de passar deste mundo para o Pai, Ele, que amara os seus que estavam no mundo, amou-os até ao fim. No decorrer da ceia, tendo já o Demónio metido no coração de Judas Iscariotes, filho de Simão, a ideia de O entregar, Jesus, sabendo que o Pai Lhe tinha dado toda a autoridade, sabendo que saíra de Deus e para Deus voltava, levantou-Se da mesa, tirou o manto e tomou uma toalha, que pôs à cintura. Depois, deitou água numa bacia e começou a lavar os pés aos discípulos e a enxugá-los com a toalha que pusera à cintura. Quando chegou a Simão Pedro, este disse-Lhe: «Senhor, Tu vais lavar-me os pés?». Jesus respondeu: «O que estou a fazer, não o podes entender agora, mas compreendê-lo-ás mais tarde». Pedro insistiu: «Nunca consentirei que me laves os pés». Jesus respondeu-lhe: «Se não tos lavar, não terás parte comigo». Simão Pedro replicou: «Senhor, então não somente os pés, mas também as mãos e a cabeça». Jesus respondeu-lhe: «Aquele que já tomou banho está limpo e não precisa de lavar senão os pés. Vós estais limpos, mas não todos». Jesus bem sabia quem O havia de entregar. Foi por isso que acrescentou: «Nem todos estais limpos». Depois de lhes lavar os pés, Jesus tomou o manto e pôs-Se de novo à mesa. Então disse-lhes: «Compreendeis o que vos fiz? Vós chamais-Me Mestre e Senhor, e dizeis bem, porque o sou. Se Eu, que sou Mestre e Senhor, vos lavei os pés, também vós deveis lavar os pés uns aos outros. Dei-vos o exemplo, para que, assim como Eu fiz, vós façais também».
Palavra da salvação.

Fonte: http://www.portal.ecclesia.pt/ecclesiaout/liturgia/liturgia_site/

sábado, 23 de março de 2013

Domingo de Ramos


Leitura I          Is. 50, 4-7
«Não desviei o meu rosto dos que Me ultrajavam, mas sei que não ficarei desiludido»
Leitura do Livro de Isaías
O Senhor deu-me a graça de falar como um discípulo, para que eu saiba dizer uma palavra de alento aos que andam abatidos. Todas as manhãs Ele desperta os meus ouvidos, para eu escutar, como escutam os discípulos. O Senhor Deus abriu-me os ouvidos e eu não resisti nem recuei um passo. Apresentei as costas àqueles que me batiam e a face aos que me arrancavam a barba; não desviei o meu rosto dos que me insultavam e cuspiam. Mas o Senhor Deus veio em meu auxílio, e, por isso, não fiquei envergonhado; tornei o meu rosto duro como pedra, e sei que não ficarei desiludido.
Palavra do Senhor.

SALMO RESPONSORIAL Sal. 21 (22), 8-9.17-18a.19-20.23-24 (R. 2a)


(CLIQUE NO REFRÃO PARA OUVIR)



Todos os que me vêem escarnecem de mim,
estendem os lábios e meneiam a cabeça:
«Confiou no Senhor, Ele que o livre,
Ele que o salve, se é seu amigo». Refrão

Matilhas de cães me rodearam,
cercou-me um bando de malfeitores.
Trespassaram as minhas mãos e os meus pés,
posso contar todos os meus ossos. Refrão

Repartiram entre si as minhas vestes
e deitaram sortes sobre a minha túnica.
Mas Vós, Senhor, não Vos afasteis de mim,
sois a minha força, apressai-Vos a socorrer-me. Refrão

Hei-de falar do vosso nome aos meus irmãos,
hei-de louvar-Vos no meio da assembleia.
Vós, que temeis o Senhor, louvai-O,
glorificai-O, vós todos os filhos de Jacob,
reverenciai-O,vós todos os filhos de Israel. Refrão


LEITURA II  Filip 2, 6-11
«Humilhou-Se a Si próprio; por isso Deus O exaltou»
Leitura da Epístola do apóstolo São Paulo aos Filipenses
Cristo Jesus, que era de condição divina, não Se valeu da sua igualdade com Deus, mas aniquilou-Se a Si próprio. Assumindo a condição de servo, tornou-Se semelhante aos homens. Aparecendo como homem, humilhou-Se ainda mais, obedecendo até à morte e morte de cruz. Por isso Deus O exaltou e Lhe deu um nome que está acima de todos os nomes, para que ao nome de Jesus todos se ajoelhem no céu, na terra e nos abismos, e toda a língua proclame que Jesus Cristo é o Senhor, para glória de Deus Pai.
Palavra do Senhor.

Evangelho Lc 22, 14 – 23, 56

N         Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo  segundo São Lucas

Quando chegou a hora,
Jesus sentou-Se à mesa com os seus Apóstolos
e disse-lhes:
J          «Tenho desejado ardentemente
comer convosco esta Páscoa,
antes de padecer;
pois digo-vos que não tornarei a comê-la,
até que se realize plenamente no reino de Deus».
N         Então, tomando um cálice, deu graças e disse:
J          «Tomai e reparti entre vós,
pois digo-vos que não tornarei a beber do fruto da videira,
até que venha o reino de Deus».

N         Depois tomou o pão e, dando graças,
partiu-o e deu-lho, dizendo:
J          «Isto é o meu Corpo entregue por vós.
Fazei isto em memória de Mim».
N         No fim da ceia, fez o mesmo com o cálice, dizendo:
J          «Este cálice é a nova aliança no meu Sangue,
derramado por vós.
Entretanto, está comigo à mesa
a mão daquele que Me vai entregar.
O Filho do homem vai partir, como está determinado.
Mas ai daquele por quem Ele vai ser entregue!».

N         Começaram então a perguntar uns aos outros
qual deles iria fazer semelhante coisa.
Levantou-se também entre eles uma questão:
qual deles se devia considerar o maior?
Disse-lhes Jesus:
J          «Os reis das nações exercem domínio sobre elas
e os que têm sobre elas autoridade
são chamados benfeitores.
Vós não deveis proceder desse modo.
O maior entre vós seja como o menor
e aquele que manda seja como quem serve.
Pois quem é o maior:
o que está à mesa ou o que serve?
Não é o que está à mesa?
Ora Eu estou no meio de vós
como aquele que serve.
Vós estivestes sempre comigo
nas minhas provações.
E Eu preparo para vós um reino,
como meu Pai o preparou para Mim:
comereis e bebereis à minha mesa, no meu reino,
e sentar-vos-eis em tronos,
a julgar as doze tribos de Israel.
Simão, Simão, Satanás vos reclamou
para vos agitar na joeira como trigo.
Mas Eu roguei por ti, para que a tua fé não desfaleça.
E tu, uma vez convertido, fortalece os teus irmãos».
N         Pedro respondeu-Lhe:
R         «Senhor, eu estou pronto a ir contigo,
até para a prisão e para a morte».
N         Disse-lhe Jesus:
J          «Eu te digo, Pedro: Não cantará hoje o galo,
sem que tu, por três vezes, negues conhecer-Me».
N         Depois acrescentou:
J          «Quando vos enviei
sem bolsa nem alforge nem sandálias,
faltou-vos alguma coisa?».
N         Eles responderam que não lhes faltara nada.
Disse-lhes Jesus:
J          «Mas agora, quem tiver uma bolsa pegue nela,
bem como no alforge;
e quem não tiver espada venda a capa e compre uma.
Porque Eu vos digo
que se deve cumprir em Mim o que está escrito:
‘Foi contado entre os malfeitores’.
Na verdade, o que Me diz respeito
está a chegar ao fim».
N         Eles disseram:
R         «Senhor, estão aqui duas espadas».
N         Mas Jesus respondeu:
J          «Basta».

N         Então saiu
e foi, como de costume, para o monte das Oliveiras
e os discípulos acompanharam-n’O.
Quando chegou ao local, disse-lhes:
J          «Orai, para não entrardes em tentação».
N         Depois afastou-Se deles cerca de um tiro de pedra
e, pondo-Se de joelhos, começou a orar, dizendo:
J          «Pai, se quiseres, afasta de Mim este cálice.
Todavia, não se faça a minha vontade, mas a tua».
N         Então apareceu-Lhe um Anjo, vindo do Céu,
para O confortar.
Entrando em angústia, orava mais instantemente
e o suor tornou-se-Lhe como grossas gotas de sangue,
que caíam na terra.

Depois de ter orado,
levantou-Se e foi ter com os discípulos,
que encontrou a dormir, por causa da tristeza.
Disse-lhes Jesus:
J          «Porque estais a dormir?
Levantai-vos e orai, para não entrardes em tentação».
N         Ainda Ele estava a falar,
quando apareceu uma multidão de gente.
O chamado Judas, um dos Doze, vinha à sua frente
e aproximou-se de Jesus, para O beijar.
Disse-lhe Jesus:
J          «Judas, é com um beijo que entregas o Filho do homem?».
N         Ao verem o que ia suceder,
os que estavam com Jesus perguntaram-Lhe:
R         «Senhor, vamos feri-los à espada?».
N         E um deles feriu o servo do sumo sacerdote,
cortando-lhe a orelha direita.
Mas Jesus interveio, dizendo:
J          «Basta! Deixai-os».
N         E, tocando na orelha do homem, curou-o.

Disse então Jesus aos que tinham vindo ao seu encontro,
príncipes dos sacerdotes, oficiais do templo e anciãos:
J          «Vós saístes com espadas e varapaus,
como se viésseis ao encontro dum salteador.
Eu estava todos os dias convosco no templo
e não Me deitastes as mãos.
Mas esta é a vossa hora e o poder das trevas.
N         Apoderaram-se então de Jesus,
levaram-n’O e introduziram-n’O em casa do sumo sacerdote.

Pedro seguia-os de longe.
Acenderam uma fogueira no meio do pátio,
sentaram-se em volta dela
e Pedro foi sentar-se no meio deles.
Ao vê-lo sentado ao lume,
uma criada, fitando os olhos nele, disse:
R         «Este homem também andava com Jesus».
N         Mas Pedro negou:
R         «Não O conheço, mulher».
N         Pouco depois, disse outro, ao vê-lo:
R         «Tu também és um deles».
N         Mas Pedro disse:
R         «Homem, não sou».
N         Passada mais ou menos uma hora,
afirmava outro com insistência:
R         «Esse homem, com certeza, também andava com Jesus,
pois até é galileu».
N         Pedro respondeu:
R         «Homem, não sei o que dizes».
N         Nesse instante – ainda ele falava – um galo cantou.
O Senhor voltou-Se e fitou os olhos em Pedro.
Então Pedro lembrou-se da palavra do Senhor,
quando lhe disse:
‘Antes de o galo cantar, Me negarás três vezes’.
E, saindo para fora, chorou amargamente.

Entretanto, os homens que guardavam Jesus
troçavam d’Ele e maltratavam-n’O.
Cobrindo-Lhe o rosto, perguntavam-Lhe:
R         «Adivinha, profeta: Quem Te bateu?».
N         E dirigiam-Lhe muitos outros insultos.
Ao romper do dia,
reuniu-se o conselho dos anciãos do povo,
os príncipes dos sacerdotes e os escribas.
Levaram-n’O ao seu tribunal e disseram-Lhe:
R         «Diz-nos se Tu és o Messias».
N         Jesus respondeu-lhes:
J          «Se Eu vos disser, não acreditareis
e, se fizer alguma pergunta, não respondereis.
Mas o Filho do homem
sentar-Se-á doravante
à direita do poder de Deus».

N         Disseram todos:
R         «Tu és então o Filho de Deus?».
N         Jesus respondeu-lhes:
J          «Vós mesmos dizeis que Eu sou».
N         Então exclamaram:
R         «Que necessidade temos ainda de testemunhas?
Nós próprios o ouvimos da sua boca».
N         Levantaram-se todos e levaram Jesus a Pilatos.
Começaram a acusá-l’O, dizendo:
R         «Encontrámos este homem a sublevar o nosso povo,
a impedir que se pagasse o tributo a César
e dizendo ser o Messias-Rei».
N         Pilatos perguntou-Lhe:
R         «Tu és o Rei dos judeus?».
N         Jesus respondeu-lhe:
J          «Tu o dizes».
N         Pilatos disse aos príncipes dos sacerdotes e à multidão:
R         «Não encontro nada de culpável neste homem».
N         Mas eles insistiam:
R         «Amotina o povo, ensinando por toda a Judeia,
desde a Galileia, onde começou, até aqui».

N         Ao ouvir isto, Pilatos perguntou
se o homem era galileu;
e, ao saber que era da jurisdição de Herodes,
enviou-O a Herodes,
que também estava nesses dias em Jerusalém.
Ao ver Jesus, Herodes ficou muito satisfeito.
Havia bastante tempo que O queria ver,
pelo que ouvia dizer d’Ele,
e esperava que fizesse algum milagre na sua presença.
Fez-Lhe muitas perguntas, mas Ele nada respondeu.
Os príncipes dos sacerdotes e os escribas que lá estavam
acusavam-n’O com insistência.
Herodes, com os seus oficiais, tratou-O com desprezo
e, por troça, mandou-O cobrir com um manto magnífico
e remeteu-O a Pilatos.
Herodes e Pilatos, que eram inimigos,
ficaram amigos nesse dia.
Pilatos convocou os príncipes dos sacerdotes,
os chefes e o povo, e disse-lhes:
R         «Trouxestes este homem à minha presença
como agitador do povo.
Interroguei-O diante de vós
e não encontrei n’Ele
nenhum dos crimes de que O acusais.
Herodes também não,
uma vez que no-l’O mandou de novo.
Como vedes, não praticou nada que mereça a morte.
Vou, portanto, soltá-l’O, depois de O mandar castigar».

N         Pilatos tinha obrigação de lhes soltar um preso
por ocasião da festa.
E todos se puseram a gritar:
R         «Mata Esse e solta-nos Barrabás».
N         Barrabás tinha sido metido na cadeia
por causa de uma insurreição desencadeada na cidade
e por assassínio.
De novo Pilatos lhes dirigiu a palavra,
querendo libertar Jesus.
Mas eles gritavam:
R         «Crucifica-O! Crucifica-O!».
N         Pilatos falou-lhes pela terceira vez:
R         «Mas que mal fez este homem?
Não encontrei n’Ele nenhum motivo de morte.
Por isso vou soltá-l’O, depois de O mandar castigar».
N         Mas eles continuavam a gritar,
pedindo que fosse crucificado,
e os seus clamores aumentavam de violência.
Então Pilatos decidiu fazer o que eles pediam:
soltou aquele que fora metido na cadeia
por insurreição e assassínio,
como eles reclamavam,
e entregou-lhes Jesus para o que eles queriam.

Quando O conduziam,
lançaram mão de um certo Simão de Cirene,
que vinha do campo, e puseram-lhe a cruz às costas,
para a levar atrás de Jesus.
Seguia-O grande multidão de povo
e mulheres que batiam no peito
e se lamentavam, chorando por Ele.
Mas Jesus voltou-Se para elas e disse-lhes:
J          «Filhas de Jerusalém, não choreis por Mim;
chorai antes por vós mesmas e pelos vossos filhos;
pois dias virão em que se dirá:
‘Felizes as estéreis, os ventres que não geraram
e os peitos que não amamentaram’.
Começarão a dizer aos montes: ‘Caí sobre nós’;
e às colinas: ‘Cobri-nos’.
Porque, se tratam assim a madeira verde,
que acontecerá à seca?».

N         Levavam ainda dois malfeitores
para serem executados com Jesus.
Quando chegaram ao lugar chamado Calvário,
crucificaram-n’O a Ele e aos malfeitores,
um à direita e outro à esquerda.
Jesus dizia:
J          «Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem».
N         Depois deitaram sortes,
para repartirem entre si as vestes de Jesus.
O povo permanecia ali a observar.
Por sua vez, os chefes zombavam e diziam:
R         «Salvou os outros: salve-Se a Si mesmo,
se é o Messias de Deus, o Eleito».
N         Também os soldados troçavam d’Ele;
aproximando-se para Lhe oferecerem vinagre, diziam:
R         «Se és o Rei dos judeus, salva-Te a Ti mesmo».
N         Por cima d’Ele havia um letreiro:
«Este é o Rei dos judeus».
Entretanto, um dos malfeitores
que tinham sido crucificados
insultava-O, dizendo:
R         «Não és Tu o Messias?
Salva-Te a Ti mesmo e a nós também».
N         Mas o outro, tomando a palavra, repreendeu-o:
R         «Não temes a Deus,
tu que sofres o mesmo suplício?
Quanto a nós, fez-se justiça,
pois recebemos o castigo das nossas más acções.
Mas Ele nada praticou de condenável».
N         E acrescentou:
R         «Jesus, lembra-Te de mim,
quando vieres com a tua realeza».
N         Jesus respondeu-lhe:
J          «Em verdade te digo: Hoje estarás comigo no Paraíso».

N         Era já quase meio-dia,
quando as trevas cobriram toda a terra,
até às três horas da tarde,
porque o sol se tinha eclipsado.
O véu do templo rasgou-se ao meio.
E Jesus exclamou com voz forte:
J          «Pai, em tuas mãos entrego o meu espírito».
N         Dito isto, expirou.

Vendo o que sucedera,
o centurião deu glória a Deus, dizendo:
R         «Realmente este homem era justo».
N         E toda a multidão
que tinha assistido àquele espectáculo,
ao ver o que se passava, regressava batendo no peito.
Todos os conhecidos de Jesus,
bem como as mulheres que O acompanhavam
desde a Galileia,
mantinham-se à distância, observando estas coisas.

Havia um homem chamado José,
da cidade de Arimateia,
que era pessoa recta e justa e esperava o reino de Deus.
Era membro do Sinédrio, mas não tinha concordado
com a decisão e o proceder dos outros.
Foi ter com Pilatos e pediu-lhe o corpo de Jesus.
E depois de o ter descido da cruz,
envolveu-o num lençol
e depositou-o num sepulcro escavado na rocha,
onde ninguém ainda tinha sido sepultado.
Era o dia da Preparação
e começavam a aparecer as luzes do sábado.
Entretanto, as mulheres que tinham vindo com Jesus da Galileia
acompanharam José e observaram o sepulcro
e a maneira como fora depositado o corpo de Jesus.
No regresso, prepararam aromas e perfumes.
E no sábado guardaram o descanso, conforme o preceito.
Palavra da salvação.


Fonte: http://www.portal.ecclesia.pt/ecclesiaout/liturgia/liturgia_site/

Programa da Semana Santa e Páscoa


Semana Santa e Páscoa na Zona Pastoral de Nisa

O programa das celebrações da Semana Santa e Páscoa em Nisa deste ano é o seguinte:

Domingo de Ramos
10h30 -» Procissão desde a igreja do Espírito Santo até à igreja Matriz
11h -» Eucaristia na igreja Matriz
17h -» Oração de Vésperas na igreja do Espírito Santo

Desde Segunda a Quarta-Feira Santa
18h -» Eucaristia seguida de Oração de Vésperas na igreja do Espírito Santo

* 5ª, 6ª e Sábado-» Laudes às 9h30 no Espírito Santo

Quinta-Feira Santa
18h -» Missa Vespertina da Ceia do Senhor na igreja Matriz (com o gesto do Lava-pés)
21h-23h -» Adoração do Santíssimo Sacramento na igreja Matriz

Sexta-Feira da Paixão do Senhor
            10h -» Via Sacra na igreja do Espírito Santo
            18h -» Celebração da Paixão do Senhor na Matriz  

Sábado Santo
            22h -» Vigília Pascal na Noite Santa na igreja Matriz

Domingo da Ressurreição do Senhor
            10h -» Eucaristia na igreja Matriz; depois da Eucaristia procissão até a igreja do Espírito Santo


Segunda Feira da Oitava da Páscoa
            9h -» Eucaristia na igreja Matriz
            11h -» Eucaristia na Senhora da Graça (Festa)

Nos outros lugares de Culto:

Domingo da Ressurreição do Senhor
            9h30 -» Eucaristia em Amieira
            11h -» Eucaristia em Arez
            12h30 -» Eucaristia na Falagueira e em Monte Claro
            15h -» Eucaristia no Cacheiro e em Montalvão
            16h30 -» Eucaristia em Santana e Salavessa
            17h30-» Eucaristia no Pé da Serra

Segunda Feira da Oitava da Páscoa
            11h -» Eucaristia em Arez, Santo António (Festa)






sexta-feira, 22 de março de 2013

Sobre o Santo Padre Francisco

Uma surpresa de Deus vinda dos confins do mundo



A primeira aparição pública do novo Papa, Francisco, fez-me recordar uma exortação que São Francisco de Assis teria dirigido a um grupo de franciscanos enviados em missão para o Médio Oriente: «Falai sempre de Cristo e, se necessário, usai palavras». Deste modo, São Francisco queria sublinhar a importância que as atitudes dos missionários têm no anúncio do Evangelho. As primeiras palavras do Papa à multidão presente na Praça de São Pedro apontam para elementos fundamentais da vida cristã. Mas, os gestos e as atitudes que as acompanharam deram-lhes um selo de autenticidade que a todos comoveu. Ainda sob o impacto da eleição, gostaria de salientar alguns gestos do novo Papa onde já podemos antever caminhos de renovação da Igreja.

Em primeiro lugar, a escolha do nome. «Francisco» é todo um programa de vida e de missão, de serviço e de proximidade. Do santo de Assis, o cardeal Bergoglio já escolhera a via da simplicidade e da pobreza, de uma Igreja humilde e próxima dos pobres. Francisco de Assis é também «o homem da paz, o homem que ama e preserva a criação». No outro Francisco, o de Xavier e jesuíta como ele, decerto encontra um testemunho apaixonado pela missão.

Depois da saudação inicial, familiar e íntima, «Irmãos e irmãs, boa noite!», o Papa apresenta-se simplesmente como bispo de Roma. E repete esta ideia várias vezes ao longo da sua alocução, usando a imagem do caminho que juntos estão iniciando, o bispo de Roma e a igreja de Roma. Em apenas duas frases, dá-nos uma grande lição de eclesiologia, onde o ministério petrino é devolvido à sua fonte e à sua missão primeira: presidir a todas as Igrejas na caridade. A menção especial à colaboração e ajuda do seu cardeal vigário, presente ao seu lado, remete para a colegialidade episcopal como um «caminho de fraternidade, de amor, de confiança» entre todos os membros da Igreja.

Na sua primeira intervenção pública, o Papa Francisco não esqueceu o seu antecessor, Bento XVI. Mas fê-lo de uma forma original. Em vez de tecer considerações laudatórias – que seriam sinceras e apropriadas – prefere rezar por ele. E assim, vemos o bispo de Roma e a multidão a recitar as orações mais simples e populares, com profunda devoção, implorando a bênção de Deus e a proteção de Nossa Senhora para o papa emérito.
Mas a grande surpresa ainda estava para vir. Antes de dar a sua primeira bênção, o Papa Francisco pede um favor ao povo presente na praça: «Antes de o bispo abençoar o povo, peço-vos que rezeis ao Senhor para que me abençoe a mim; é a oração do povo, pedindo a bênção para o seu bispo». E, inclina-se como um peregrino prestes a iniciar o caminho ou como uma criança que pede a bênção ao pai e à mãe. Talvez nunca antes fora presenciado tal gesto na Praça de São Pedro: uma multidão orante e em silêncio pedindo a bênção de Deus para o seu pastor.

O amor dos católicos pelo Papa deve traduzir-se em gestos que ajudem a aliviar o peso que está sobre os seus ombros. Em primeiro lugar, o amor ao Papa exprime-se através da oração. Depois, deve ser visível no modo como assumimos as nossas responsabilidades enquanto cristãos: procurando ser fiéis a Cristo, levando uma vida mais simples e solidária, promovendo o diálogo dentro e fora da Igreja, construindo comunidades cristãs acolhedoras e fraternas, dando um lugar privilegiado aos pobres na nossa ação pastoral. No nome que escolheu e nos gestos já conhecidos, o cardeal Bergoglio sugere-nos um caminho de renovação pessoal e eclesial. Deste modo, sempre que assumimos as nossas responsabilidades à luz da fé, estamos a contribuir para que, e citando o Papa Francisco, «haja uma grande fraternidade» no mundo.

P. José Antunes da Silva, SVD
fonte: http://www.oconquistador.com

sábado, 16 de março de 2013

V Domingo da Quaresma


LEITURA I    Is 43, 16-21
«Vou realizar uma coisa nova: matarei a sede ao meu povo»
Leitura do Livro de Isaías
O Senhor abriu outrora caminhos através do mar, veredas por entre as torrentes das águas. Pôs em campanha carros e cavalos, um exército de valentes guerreiros; e todos caíram para não mais se levantarem, extinguiram-se como um pavio que se apaga. Eis o que diz o Senhor: «Não vos lembreis mais dos acontecimentos passados, não presteis atenção às coisas antigas. Olhai: vou realizar uma coisa nova, que já começa a aparecer; não a vedes? Vou abrir um caminho no deserto, fazer brotar rios na terra árida. Os animais selvagens – chacais e avestruzes – proclamarão a minha glória, porque farei brotar água no deserto, rios na terra árida, para matar a sede ao meu povo escolhido, o povo que formei para Mim e que proclamará os meus louvores».
Palavra do Senhor.


SALMO RESPONSORIAL Salmo 125 (126), 1-6 (R. 3)


(CLIQUE NO REFRÃO PARA OUVIR)


Refrão: Grandes maravilhas fez por nós o Senhor. Repete-se

Quando o Senhor fez regressar os cativos de Sião,
parecia-nos viver um sonho.
Da nossa boca brotavam expressões de alegria
e de nossos lábios cânticos de júbilo. Refrão

Diziam então os pagãos:
«O Senhor fez por eles grandes coisas».
Sim, grandes coisas fez por nós o Senhor,
estamos exultantes de alegria. Refrão

Fazei regressar, Senhor, os nossos cativos,
como as torrentes do deserto.
Os que semeiam em lágrimas
recolhem com alegria. Refrão

À ida, vão a chorar,
levando as sementes;
à volta, vêm a cantar,
trazendo osmolhos de espigas. Refrão


LEITURA II  Filip 3, 8-14
«Por Cristo, considerei todas as coisas como prejuízo, configurando-me à sua morte»
Leitura da Epístola do apóstolo São Paulo aos Filipenses
Irmãos: Considero todas as coisas como prejuízo, comparando-as com o bem supremo, que é conhecer Jesus Cristo, meu Senhor. Por Ele renunciei a todas as coisas e considerei tudo como lixo, para ganhar a Cristo e n’Ele me encontrar, não com a minha justiça que vem da Lei, mas com a que se recebe pela fé em Cristo, a justiça que vem de Deus e se funda na fé. Assim poderei conhecer Cristo, o poder da sua ressurreição e a participação nos seus sofrimentos, configurando-me à sua morte, para ver se posso chegar à ressurreição dos mortos. Não que eu tenha já chegado à meta, ou já tenha atingido a perfeição. Mas continuo a correr, para ver se a alcanço, uma vez que também fui alcançado por Cristo Jesus. Não penso, irmãos, que já o tenha conseguido. Só penso numa coisa: esquecendo o que fica para trás, lançar-me para a frente, continuar a correr para a meta, em vista do prémio a que Deus, lá do alto, me chama em Cristo Jesus.
Palavra do Senhor.

EVANGELHO          Jo 8, 1-11
«Quem de entre vós estiver sem pecado atire a primeira pedra»
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João
Naquele tempo, Jesus foi para o monte das Oliveiras. Mas de manhã cedo, apareceu outra vez no templo e todo o povo se aproximou d’Ele. Então sentou-Se e começou a ensinar. Os escribas e os fariseus apresentaram a Jesus uma mulher surpreendida em adultério, colocaram-na no meio dos presentes e disseram a Jesus: «Mestre, esta mulher foi surpreendida em flagrante adultério. Na Lei, Moisés mandou-nos apedrejar tais mulheres. Tu que dizes?». Falavam assim para Lhe armarem uma cilada e terem pretexto para O acusar. Mas Jesus inclinou-Se e começou a escrever com o dedo no chão. Como persistiam em interrogá-l’O, ergueu-Se e disse-lhes: «Quem de entre vós estiver sem pecado atire a primeira pedra». Inclinou-Se novamente e continuou a escrever no chão. Eles, porém, quando ouviram tais palavras, foram saindo um após outro, a começar pelos mais velhos, e ficou só Jesus e a mulher, que estava no meio. Jesus ergueu-Se e disse-lhe: «Mulher, onde estão eles? Ninguém te condenou?». Ela respondeu: «Ninguém, Senhor». Disse então Jesus: «Nem Eu te condeno. Vai e não tornes a pecar».
Palavra da salvação.

Fonte: http://www.portal.ecclesia.pt/ecclesiaout/liturgia/liturgia_site/

sexta-feira, 15 de março de 2013

Peregrinação Nacional AMIVD



 Vamos a Fátima na peregrinação nacional AMIVD...

Como já é habitual, todos os anos se promove uma peregrinação a Fátima a partir de vários pontos do País, onde trabalham os Missionários do Verbo Divino e as Irmãs Servas do Espírito Santo.




Este ano a peregrinação será nos dias 13 e 14 de Abril. Das várias paróquias da nossa Zona Pastoral estamos a organizar transporte só para o Domingo, sobretudo por questões económicas e pela proximidade a Fátima.

Promete-se um dia de aprofundamento da Fé e de animação para a Missão. O lema que nos unirá nesta peregrinação será “Juntos em Missão na mesma Fé”.

Inscrições e mais informações na nossa Igreja Matriz de Nisa ou junto dos Senhores Padres.
Celebremos a Fé; animemo-nos à Missão!