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quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015
quinta-feira, 17 de abril de 2014
A história da Páscoa – Um vídeo que vai te tirar um sorriso ou uma lágrima..
"A história da Páscoa é um vídeo emocionante que envolve crianças contando uma das histórias bíblicas de Jesus. Elas falam de uma forma tão linda e meiga que emocionam aqueles que assistem e causam aquele impacto de como uma criança é tão pura.
Não vou falar mais sobre a história porque é para você descobrir por si mesmo como é um vídeo lindo onde os actores são as crianças."
segunda-feira, 24 de março de 2014
Passos do Senhor marcam a caminhada quaresmal em Nisa
No
domingo de 23 de março a vila de Nisa assistiu à solene procissão de Nosso
Senhor dos Passos. Esta festa, alusiva ao último caminho percorrido pelo Senhor
Jesus na direcção ao Calvário, realiza-se, segundo longa tradição, no terceiro
domingo da Quaresma, inscrevendo-se, de um modo indelével, no panorama
religioso e social da Vila.
A
Nosso Senhor dos Passos, Nossa Senhora das Dores e São João, levados nos
respectivos andores, agregaram-se centenas de peregrinos que, nesta
manifestação pública da fé, percorreram as ruas de Nisa entre a igreja Matriz e
a capela do Calvário. Por meio das orações, cânticos e peças musicais, o
cortejo visitou e deteve-se nas sete estações da Via Sacra denominados como “os
passos do Senhor”.
O
“sermão” da festa ficou ao cargo do Pe. António Augusto Leite – Superior
Provincial dos Missionários do Verbo Divino – que, de uma forma calorosa e efusiva
ajudou os presentes a considerar o sentido profundo da caminhada humana,
durante a qual somos acompanhados por um Deus de amor e pela ternura de Sua e
nossa Mãe.
Os nossos agradecimentos a todos os envolvidos na preparação e realização dos “Passos do Senhor 2014” ,
designadamente a Equipa Coordenadora, a todos os particulares, aos acólitos,
cantores e leitores.
Palavras
de agradecimento à Banda Musical Nisense que solenizou toda a procissão e à
Guarda Nacional Republicana que garantiu um percurso ordeiro e seguro.
A todos os leitores e a toda a comunidade paroquial desejamos um percurso quaresmal cheio de significado, assim como os seus frutos pascais!
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terça-feira, 4 de março de 2014
Inicio da Quaresma - Quarta-Feira de Cinzas
A quarta-feira de cinzas é o primeiro dia da Quaresma no calendário cristão ocidental. As cinzas que os cristãos católicos recebem neste dia são um símbolo para a reflexão sobre o dever da conversão, da mudança de vida, recordando a passageira, transitória, efémera fragilidade da vida humana, sujeita à morte.
Ela ocorre quarenta dias antes da Páscoa sem contar os domingos ou quarenta e seis dias contando os domingos.
Alguns cristãos tratam a quarta-feira de cinzas como um dia para se lembrar a mortalidade. Missas são realizadas tradicionalmente nesse dia nas quais os participantes são abençoados com cinzas pelo padre que preside à cerimónia. O padre marca a testa de cada celebrante com cinzas, deixando uma marca que o cristão normalmente deixa em sua testa até ao pôr do sol, antes de lavá-la. Esse simbolismo relembra a antiga tradição do Médio Oriente de jogar cinzas sobre a cabeça como símbolo de arrependimento perante Deus. No Catolicismo Romano é um dia de jejum e abstinência.
sexta-feira, 29 de março de 2013
Última Catequese Quaresmal sobre o Credo
A
última catequese quaresmal focou-se na figura da Igreja. Em conformidade com a
tradição teológica e espiritual cristã, a Igreja, fundada pelo Senhor Jesus, é
«una, santa, católica e apostólica».
Sendo “una”, ela reflecte a comunhão das três
Pessoas da Santíssima Trindade e o seu fim de constituir uma “grande família”
composta de todos os povos, línguas, raças e nações.
Afirmar
que a Igreja é “santa” é reconhecer que, apesar da sua humanidade pecadora, ela
é acompanhada e conduzida pelo Espírito Santo e, por isso, continuando a missão
do próprio Jesus.
O adjetivo “católico” refere-se, antes de mais, à sua universalidade, já que a Boa Notícia de Jesus Cristo é dirigida a qualquer e toda a pessoa. É neste sentido que tanto os «católicos» como «ortodoxos» e «protestantes» podem considerar-se, com razão, católicos.
Por
fim a “apostolicidade” tem a ver com a ligação entre os Apóstolos – fundamento
da Igreja e os seus presentes sucessores, nomeadamente os bispos.
Sexta-Feira da Paixão do Senhor
LEITURA I Is
52, 13 – 53, 12
Leitura do
Livro de Isaías
Vede como
vai prosperar o meu servo: subirá, elevar-se-á, será exaltado. Assim como, à
sua vista, muitos se encheram de espanto ¬¬– tão desfigurado estava o seu rosto
que tinha perdido toda a aparência de um ser humano ¬¬– assim se hão-de encher
de assombro muitas nações e, diante dele, os reis ficarão calados, porque
hão-de ver o que nunca lhes tinham contado e observar o que nunca tinham
ouvido. Quem acreditou no que ouvimos dizer? A quem se revelou o braço do
Senhor? O meu servo cresceu diante do Senhor como um rebento, como raiz numa
terra árida, sem distinção nem beleza para atrair o nosso olhar, nem aspecto
agradável que possa cativar-nos. Desprezado e repelido pelos homens, homem de
dores, acostumado ao sofrimento, era como aquele de quem se desvia o rosto,
pessoa desprezível e sem valor para nós. Ele suportou as nossas enfermidades e
tomou sobre si as nossas dores. Mas nós víamos nele um homem castigado, ferido
por Deus e humilhado. Ele foi trespassado por causa das nossas culpas e
esmagado por causa das nossas iniquidades. Caiu sobre ele o castigo que nos
salva: pelas suas chagas fomos curados. Todos nós, como ovelhas, andávamos
errantes, cada qual seguia o seu caminho. E o Senhor fez cair sobre ele as
faltas de todos nós. Maltratado, humilhou-se voluntariamente e não abriu a
boca. Como cordeiro levado ao matadouro, como ovelha muda ante aqueles que a
tosquiam, ele não abriu a boca. Foi eliminado por sentença iníqua, mas quem se
preocupa com a sua sorte? Foi arrancado da terra dos vivos e ferido de morte
pelos pecados do seu povo. Foi-lhe dada sepultura entre os ímpios e um túmulo
no meio de malfeitores, embora não tivesse cometido injustiça, nem se tivesse
encontrado mentira na sua boca. Aprouve ao Senhor esmagar o seu servo pelo
sofrimento. Mas se oferecer a sua vida como sacrifício de expiação, terá uma
descendência duradoira, viverá longos dias e a obra do Senhor prosperará em
suas mãos. Terminados os sofrimentos, verá a luz e ficará saciado na sua
sabedoria. O justo, meu servo, justificará a muitos e tomará sobre si as suas
iniquidades. Por isso, Eu lhe darei as multidões como prémio e terá parte nos
despojos no meio dos poderosos; porque ele próprio entregou a sua vida à morte
e foi contado entre os malfeitores, tomou sobre si as culpas das multidões e
intercedeu pelos pecadores.
Palavra do
Senhor.
SALMO
RESPONSORIAL Salmo 30 (31), 2.6.12-13.15-16.17.25 (R. Lc 23, 46)
(CLIQUE NO REFRÃO PARA OUVIR)
Em Vós,
Senhor, me refugio,
jamais serei
confundido,
pela vossa
justiça, salvai-me.
Em vossas
mãos entrego o meu espírito,
Senhor, Deus
fiel, salvai-me. Refrão
Tornei-me o
escárnio dos meus inimigos,
o desprezo
dos meus vizinhos
e o terror
dos meus conhecidos:
todos evitam
passar por mim.
Esqueceram-me
como se fosse um morto,
tornei-me
como um objecto abandonado. Refrão
Eu, porém,
confio no Senhor:
Disse: «Vós
sois o meu Deus,
nas vossas
mãos está o meu destino».
Livrai-me
das mãos dos meus inimigos
e de quantos
me perseguem. Refrão
Fazei
brilhar sobre mim a vossa face,
salvai-me
pela vossa bondade.
Tende
coragem e animai-vos,
vós todosque esperais no Senhor. Refrão
LEITURA II
Hebr 4, 14-16; 5, 7-9
Leitura da
Epístola aos Hebreus
Irmãos:
Tendo nós um sumo sacerdote que penetrou os Céus, Jesus, Filho de Deus,
permaneçamos firmes na profissão da nossa fé. Na verdade, nós não temos um sumo
sacerdote incapaz de Se compadecer das nossas fraquezas. Pelo contrário, Ele
mesmo foi provado em tudo, à nossa semelhança, excepto no pecado. Vamos,
portanto, cheios de confiança, ao trono da graça, a fim de alcançarmos
misericórdia e obtermos a graça de um auxílio oportuno. Nos dias da sua vida
mortal, Ele dirigiu preces e súplicas, com grandes clamores e lágrimas, Àquele
que O podia livrar da morte, e foi atendido por causa da sua piedade. Apesar de
ser Filho, aprendeu a obediência no sofrimento. E, tendo atingido a sua
plenitude, tornou-Se, para todos os que Lhe obedecem, causa de salvação eterna.
Palavra do
Senhor.
EVANGELHO Jo
18, 1 __ 19, 42
N Evangelho
de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João
Naquele
tempo,
Jesus saiu
com os seus discípulos
para o outro
lado da torrente do Cedron.
Havia lá um
jardim, onde Ele entrou com os seus discípulos.
Judas, que O
ia entregar, conhecia também o local,
porque Jesus
Se reunira lá muitas vezes
com os
discípulos.
Tomando
consigo uma companhia de soldados
e alguns
guardas,
enviados
pelos príncipes dos sacerdotes e pelos fariseus,
Judas chegou
ali, com archotes, lanternas e armas.
Sabendo
Jesus tudo o que Lhe ia acontecer,
adiantou-Se
e perguntou-lhes:
J «A quem
buscais?».
N Eles
responderam-Lhe:
R «A Jesus,
o Nazareno».
N Jesus
disse-lhes:
J «Sou Eu».
N Judas, que
O ia entregar, também estava com eles.
Quando Jesus
lhes disse: «Sou Eu»,
recuaram e
caíram por terra.
Jesus
perguntou-lhes novamente:
J «A quem
buscais?».
N Eles
responderam:
R «A Jesus,
o Nazareno».
N Disse-lhes
Jesus:
J «Já vos
disse que sou Eu.
Por isso, se
é a Mim que buscais,
deixai que
estes se retirem».
N Assim se
cumpriam as palavras que Ele tinha dito:
«Daqueles
que Me deste, não perdi nenhum».
Então, Simão
Pedro, que tinha uma espada,
desembainhou-a
e feriu um servo do sumo sacerdote,
cortando-lhe
a orelha direita.
O servo
chamava-se Malco. Mas Jesus disse a Pedro:
J «Mete a
tua espada na bainha.
Não hei-de
beber o cálice que meu Pai Me deu?».
N Então, a
companhia de soldados,
o oficial e
os guardas dos judeus
apoderaram-se
de Jesus e manietaram-n’O.
Levaram-n’O
primeiro a Anás,
por ser
sogro de Caifás,
que era o
sumo sacerdote nesse ano.
Caifás é que
tinha dado o seguinte conselho aos judeus:
«Convém que
morra um só homem pelo povo».
Entretanto,
Simão Pedro seguia Jesus
com outro
discípulo.
Esse
discípulo era conhecido do sumo sacerdote
e entrou com
Jesus no pátio do sumo sacerdote,
enquanto
Pedro ficava à porta, do lado de fora.
Então o
outro discípulo, conhecido do sumo sacerdote,
falou à
porteira e levou Pedro para dentro.
A porteira
disse a Pedro:
R «Tu não és
dos discípulos desse homem?».
N Ele
respondeu:
R «Não sou».
N Estavam
ali presentes os servos e os guardas,
que, por
causa do frio, tinham acendido um braseiro
e se
aqueciam.
Pedro também
se encontrava com eles a aquecer-se.
Entretanto,
o sumo sacerdote interrogou Jesus
acerca dos
seus discípulos e da sua doutrina.
Jesus
respondeu-lhe:
J «Falei
abertamente ao mundo.
Sempre
ensinei na sinagoga e no templo,
onde todos
os judeus se reúnem,
e não disse
nada em segredo.
Porque Me
interrogas?
Pergunta aos
que Me ouviram o que lhes disse:
eles bem
sabem aquilo de que lhes falei».
N A estas
palavras, um dos guardas que estava ali presente
deu uma
bofetada a Jesus e disse-Lhe:
R «É assim
que respondes ao sumo sacerdote?».
N Jesus
respondeu-lhe:
J «Se falei
mal, mostra-Me em quê.
Mas, se
falei bem, porque Me bates?».
N Então Anás
mandou Jesus manietado
ao sumo
sacerdote Caifás.
Simão Pedro
continuava ali a aquecer-se.
Disseram-lhe
então:
R «Tu não és
também um dos seus discípulos?».
N Ele negou,
dizendo:
R «Não sou».
N Replicou
um dos servos do sumo sacerdote,
parente
daquele a quem Pedro cortara a orelha:
R «Então eu
não te vi com Ele no jardim?».
N Pedro
negou novamente,
e logo um
galo cantou.
Depois,
levaram Jesus da residência de Caifás ao Pretório.
Era de manhã
cedo. Eles não entraram no pretório, para
não se
contaminarem e assim poderem comer a Páscoa.
Pilatos veio
cá fora ter com eles e perguntou-lhes:
R «Que
acusação trazeis contra este homem?».
N Eles
responderam-lhe:
R «Se não
fosse malfeitor, não t’O entregávamos».
N Disse-lhes
Pilatos:
R «Tomai-O
vós próprios, e julgai-O segundo a vossa lei».
N Os judeus
responderam:
R «Não nos é
permitido dar a morte a ninguém».
N Assim se
cumpriam as palavras que Jesus tinha dito,
ao indicar
de que morte ia morrer.
Entretanto,
Pilatos entrou novamente no pretório,
chamou Jesus
e perguntou-Lhe:
R «Tu és o
Rei dos judeus?».
N Jesus
respondeu-lhe:
J «É por ti
que o dizes,
ou foram
outros que to disseram de Mim?».
N Disse-Lhe
Pilatos:
R
«Porventura sou eu judeu?
O teu povo e
os sumos sacerdotes
é que Te
entregaram a Mim.
Que
fizeste?».
N Jesus
respondeu:
J «O meu
reino não é deste mundo.
Se o meu
reino fosse deste mundo,
os meus
guardas lutariam
para que Eu
não fosse entregue aos judeus.
Mas o meu
reino não é daqui».
N Disse-Lhe
Pilatos:
R «Então, Tu
és Rei?».
N Jesus
respondeu-lhe:
J «É como
dizes: sou Rei.
Para isso
nasci e vim ao mundo,
a fim de dar
testemunho da verdade.
Todo aquele
que é da verdade escuta a minha voz».
N Disse-Lhe
Pilatos:
R «Que é a
verdade?».
N Dito isto,
saiu novamente para fora e declarou aos judeus:
R «Não
encontro neste homem culpa nenhuma.
Mas vós
estais habituados
a que eu vos
solte alguém pela Páscoa.
Quereis que
vos solte o Rei dos judeus?».
N Eles
gritaram de novo:
R «Esse não.
Antes Barrabás».
N Barrabás
era um salteador.
Então
Pilatos mandou que levassem Jesus
e O
açoitassem.
Os soldados
teceram uma coroa de espinhos,
colocaram-Lha
na cabeça
e envolveram
Jesus num manto de púrpura.
Depois
aproximavam-se d’Ele e diziam:
R «Salve,
Rei dos judeus».
N E
davam-Lhe bofetadas.
Pilatos saiu
novamente para fora e disse:
R «Eu vo-l’O
trago aqui fora,
para
saberdes que não encontro n’Ele culpa nenhuma».
N Jesus
saiu,
trazendo a
coroa de espinhos e o manto de púrpura.
Pilatos
disse-lhes:
R «Eis o
homem».
N Quando
viram Jesus,
os príncipes
dos sacerdotes e os guardas gritaram:
R
«Crucifica-O! Crucifica-O!».
N Disse-lhes
Pilatos:
R «Tomai-O
vós mesmos e crucificai-O,
que eu não
encontro n’Ele culpa alguma».
N
Responderam-lhe os judeus:
R «Nós temos
uma lei
e, segundo a
nossa lei, deve morrer,
porque Se
fez Filho de Deus».
N Quando
Pilatos ouviu estas palavras, ficou assustado.
Voltou a
entrar no pretório e perguntou a Jesus:
R «Donde és
Tu?».
N Mas Jesus
não lhe deu resposta.
Disse-Lhe
então Pilatos:
R «Não me
falas? Não sabes que tenho poder
para Te
soltar e para Te crucificar?».
N Jesus
respondeu-lhe:
J «Nenhum
poder terias sobre Mim,
se não te
fosse dado do alto.
Por isso,
quem Me entregou a ti tem maior pecado».
N A partir
de então, Pilatos procurava libertar Jesus.
Mas os
judeus gritavam:
R «Se O
libertares, não és amigo de César:
todo aquele
que se faz rei é contra César».
N Ao ouvir
estas palavras,
Pilatos
trouxe Jesus para fora
e sentou-se
no tribunal,
no lugar
chamado «Lagedo», em hebraico «Gabatá».
Era a
Preparação da Páscoa, por volta do meio-dia.
Disse então
aos judeus:
R «Eis o
vosso Rei!».
N Mas eles
gritaram:
R «À morte,
à morte! Crucifica-O!».
N Disse-lhes
Pilatos:
R «Hei-de
crucificar o vosso Rei?».
N
Replicaram-lhe os príncipes dos sacerdotes:
R «Não temos
outro rei senão César».
N
Entregou-lhes então Jesus, para ser crucificado.
E eles
apoderaram-se de Jesus.
Levando a
cruz,
Jesus saiu
para o chamado Lugar do Calvário,
que em
hebraico se diz Gólgota.
Ali O
crucificaram, e com Ele mais dois:
um de cada
lado e Jesus no meio.
Pilatos
escreveu ainda um letreiro
e colocou-o
no alto da cruz; nele estava escrito:
«Jesus, o
Nazareno, Rei dos judeus».
Muitos
judeus leram esse letreiro,
porque o
lugar onde Jesus tinha sido crucificado
era perto da
cidade.
Estava
escrito em hebraico, grego e latim.
Diziam então
a Pilatos
os príncipes
dos sacerdotes dos judeus:
R «Não
escrevas: ‘Rei dos judeus’,
mas que Ele
afirmou: ‘Eu sou o Rei dos judeus’».
N Pilatos
retorquiu:
R «O que
escrevi está escrito».
N Quando
crucificaram Jesus,
os soldados
tomaram as suas vestes,
das quais
fizeram quatro lotes, um para cada soldado,
e ficaram
também com a túnica.
A túnica não
tinha costura:
era tecida
de alto a baixo como um todo.
Disseram uns
aos outros:
R «Não a
rasguemos, mas lancemos sortes,
para ver de
quem será».
N Assim se
cumpria a Escritura:
«Repartiram
entre si as minhas vestes
e deitaram
sortes sobre a minha túnica».
Foi o que
fizeram os soldados.
Estavam
junto à cruz de Jesus
sua Mãe, a
irmã de sua Mãe,
Maria,
mulher de Cléofas, e Maria Madalena.
Ao ver sua
Mãe e o discípulo predilecto,
Jesus disse
a sua Mãe:
J «Mulher,
eis o teu filho».
N Depois
disse ao discípulo:
J «Eis a tua
Mãe».
N E a partir
daquela hora,
o discípulo
recebeu-a em sua casa.
Depois,
sabendo que tudo estava consumado
e para que
se cumprisse a Escritura,
Jesus disse:
J «Tenho
sede».
N Estava ali
um vaso cheio de vinagre.
Prenderam a
uma vara uma esponja embebida em vinagre
e levaram-Lha
à boca.
Quando Jesus
tomou o vinagre, exclamou:
J «Tudo está
consumado».
N E,
inclinando a cabeça, expirou.
N Por ser a
Preparação, e para que os corpos
não ficassem
na cruz durante o sábado,
– era um
grande dia aquele sábado –
os judeus
pediram a Pilatos
que se lhes
quebrassem as pernas e fossem retirados.
Os soldados
vieram e quebraram as pernas ao primeiro,
depois ao
outro que tinha sido crucificado com ele.
Ao chegarem
a Jesus, vendo-O já morto,
não Lhe
quebraram as pernas,
mas um dos
soldados
trespassou-Lhe
o lado com uma lança,
e logo saiu
sangue e água.
Aquele que
viu é que dá testemunho
e o seu
testemunho é verdadeiro.
Ele sabe que
diz a verdade,
para que
também vós acrediteis.
Assim
aconteceu para se cumprir a Escritura, que diz:
«Nenhum osso
Lhe será quebrado».
Diz ainda
outra passagem da Escritura:
«Hão-de
olhar para Aquele que trespassaram».
Depois
disto, José de Arimateia,
que era
discípulo de Jesus,
embora
oculto por medo dos judeus,
pediu
licença a Pilatos para levar o corpo de Jesus.
Pilatos
permitiu-lho.
José veio
então tirar o corpo de Jesus.
Veio também
Nicodemos,
aquele que,
antes, tinha ido de noite ao encontro de Jesus.
Trazia uma
mistura de quase cem libras de mirra e aloés.
Tomaram o
corpo de Jesus
e
envolveram-no em ligaduras juntamente com os perfumes,
como é
costume sepultar entre os judeus.
No local em
que Jesus tinha sido crucificado,
havia um
jardim e, no jardim, um sepulcro novo,
no qual
ainda ninguém fora sepultado.
Foi aí que,
por causa da Preparação dos judeus,
porque o
sepulcro ficava perto,
depositaram
Jesus.
Palavra da
salvação.
Fonte: http://www.portal.ecclesia.pt/ecclesiaout/liturgia/liturgia_site/
Fonte: http://www.portal.ecclesia.pt/ecclesiaout/liturgia/liturgia_site/
quinta-feira, 28 de março de 2013
Quinta Feira Santa - Missa Vespertina
MISSA
VESPERTINA DA CEIA DO SENHOR
LEITURA I Ex 12, 1-8.11-14
Leitura do
Livro do Êxodo
Naqueles
dias, o Senhor disse a Moisés e a Aarão na terra do Egipto: «Este mês será para
vós o princípio dos meses; fareis dele o primeiro mês do ano. Falai a toda a
comunidade de Israel e dizei-lhe: No dia dez deste mês, procure cada qual um
cordeiro por família, uma rês por cada casa. Se a família for pequena demais
para comer um cordeiro, junte-se ao vizinho mais próximo, segundo o número de
pessoas, tendo em conta o que cada um pode comer. Tomareis um animal sem
defeito, macho e de um ano de idade. Podeis escolher um cordeiro ou um cabrito.
Deveis conservá-lo até ao dia catorze desse mês. Então, toda a assembleia da
comunidade de Israel o imolará ao cair da tarde. Recolherão depois o seu sangue,
que será espalhado nos dois umbrais e na padieira da porta das casas em que o
comerem. E comerão a carne nessa mesma noite; comê-la-ão assada ao fogo, com
pães ázimos e ervas amargas. Quando o comerdes, tereis os rins cingidos,
sandálias nos pés e cajado na mão. Comereis a toda a pressa: é a Páscoa do
Senhor. Nessa mesma noite, passarei pela terra do Egipto e hei-de ferir de
morte, na terra do Egipto, todos os primogénitos, desde os homens até aos
animais. Assim exercerei a minha justiça contra os deuses do Egipto, Eu, o
Senhor. O sangue será para vós um sinal, nas casas em que estiverdes: ao ver o
sangue, passarei adiante e não sereis atingidos pelo flagelo exterminador,
quando Eu ferir a terra do Egipto. Esse dia será para vós uma data memorável, que
haveis de celebrar com uma festa em honra do Senhor. Festejá-lo-eis de geração
em geração, como instituição perpétua».
Palavra do
Senhor.
SALMO
RESPONSORIAL Salmo 115 (116),
12-13.15-16bc.17-18 (R. cf. 1 Cor 10, 16)
(CLIQUE NO REFRÃO PARA OUVIR)
Como
agradecerei ao Senhor
tudo quanto
Ele me deu?
Elevarei o
cálice da salvação,
invocando o
nome do Senhor. Refrão
É preciosa
aos olhos do Senhor
a morte dos
seus fiéis.
Senhor, sou
vosso servo, filho da vossa serva:
quebrastes
as minhas cadeias. Refrão
Oferecer-Vos-ei
um sacrifício de louvor,
invocando,
Senhor, o vosso nome.
Cumprirei as
minhas promessas ao Senhor,
na presençade todo o povo. Refrão
LEITURA II 1 Cor 11, 23-26
Leitura da
Primeira Epístola do apóstolo S. Paulo aos Coríntios
Irmãos: Eu
recebi do Senhor o que também vos transmiti: o Senhor Jesus, na noite em que ia
ser entregue, tomou o pão e, dando graças, partiu-o e disse: «Isto é o meu
Corpo, entregue por vós. Fazei isto em memória de Mim». Do mesmo modo, no fim
da ceia, tomou o cálice e disse: «Este cálice é a nova aliança no meu Sangue.
Todas as vezes que o beberdes, fazei-o em memória de Mim». Na verdade, todas as
vezes que comerdes deste pão e beberdes deste cálice, anunciareis a morte do
Senhor, até que Ele venha.
Palavra do
Senhor.
EVANGELHO Jo 13, 1-15
«Amou-os até
ao fim»
Evangelho de
Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João
Antes da
festa da Páscoa, sabendo Jesus que chegara a sua hora de passar deste mundo
para o Pai, Ele, que amara os seus que estavam no mundo, amou-os até ao fim. No
decorrer da ceia, tendo já o Demónio metido no coração de Judas Iscariotes,
filho de Simão, a ideia de O entregar, Jesus, sabendo que o Pai Lhe tinha dado
toda a autoridade, sabendo que saíra de Deus e para Deus voltava, levantou-Se
da mesa, tirou o manto e tomou uma toalha, que pôs à cintura. Depois, deitou
água numa bacia e começou a lavar os pés aos discípulos e a enxugá-los com a
toalha que pusera à cintura. Quando chegou a Simão Pedro, este disse-Lhe:
«Senhor, Tu vais lavar-me os pés?». Jesus respondeu: «O que estou a fazer, não
o podes entender agora, mas compreendê-lo-ás mais tarde». Pedro insistiu:
«Nunca consentirei que me laves os pés». Jesus respondeu-lhe: «Se não tos
lavar, não terás parte comigo». Simão Pedro replicou: «Senhor, então não
somente os pés, mas também as mãos e a cabeça». Jesus respondeu-lhe: «Aquele
que já tomou banho está limpo e não precisa de lavar senão os pés. Vós estais
limpos, mas não todos». Jesus bem sabia quem O havia de entregar. Foi por isso
que acrescentou: «Nem todos estais limpos». Depois de lhes lavar os pés, Jesus
tomou o manto e pôs-Se de novo à mesa. Então disse-lhes: «Compreendeis o que
vos fiz? Vós chamais-Me Mestre e Senhor, e dizeis bem, porque o sou. Se Eu, que
sou Mestre e Senhor, vos lavei os pés, também vós deveis lavar os pés uns aos
outros. Dei-vos o exemplo, para que, assim como Eu fiz, vós façais também».
Palavra da
salvação.
Fonte: http://www.portal.ecclesia.pt/ecclesiaout/liturgia/liturgia_site/
Fonte: http://www.portal.ecclesia.pt/ecclesiaout/liturgia/liturgia_site/
sábado, 23 de março de 2013
Domingo de Ramos
Leitura I Is. 50, 4-7
«Não desviei
o meu rosto dos que Me ultrajavam, mas sei que não ficarei desiludido»
Leitura do
Livro de Isaías
O Senhor
deu-me a graça de falar como um discípulo, para que eu saiba dizer uma palavra
de alento aos que andam abatidos. Todas as manhãs Ele desperta os meus ouvidos,
para eu escutar, como escutam os discípulos. O Senhor Deus abriu-me os ouvidos
e eu não resisti nem recuei um passo. Apresentei as costas àqueles que me
batiam e a face aos que me arrancavam a barba; não desviei o meu rosto dos que
me insultavam e cuspiam. Mas o Senhor Deus veio em meu auxílio, e, por isso,
não fiquei envergonhado; tornei o meu rosto duro como pedra, e sei que não
ficarei desiludido.
Palavra do
Senhor.
SALMO
RESPONSORIAL Sal. 21 (22), 8-9.17-18a.19-20.23-24 (R. 2a)
(CLIQUE NO REFRÃO PARA OUVIR)
Todos os que
me vêem escarnecem de mim,
estendem os
lábios e meneiam a cabeça:
«Confiou no
Senhor, Ele que o livre,
Ele que o
salve, se é seu amigo». Refrão
Matilhas de
cães me rodearam,
cercou-me um
bando de malfeitores.
Trespassaram
as minhas mãos e os meus pés,
posso contar
todos os meus ossos. Refrão
Repartiram
entre si as minhas vestes
e deitaram
sortes sobre a minha túnica.
Mas Vós,
Senhor, não Vos afasteis de mim,
sois a minha
força, apressai-Vos a socorrer-me. Refrão
Hei-de falar
do vosso nome aos meus irmãos,
hei-de
louvar-Vos no meio da assembleia.
Vós, que
temeis o Senhor, louvai-O,
glorificai-O,
vós todos os filhos de Jacob,
reverenciai-O,vós todos os filhos de Israel. Refrão
LEITURA II Filip 2, 6-11
«Humilhou-Se
a Si próprio; por isso Deus O exaltou»
Leitura da
Epístola do apóstolo São Paulo aos Filipenses
Cristo
Jesus, que era de condição divina, não Se valeu da sua igualdade com Deus, mas
aniquilou-Se a Si próprio. Assumindo a condição de servo, tornou-Se semelhante
aos homens. Aparecendo como homem, humilhou-Se ainda mais, obedecendo até à
morte e morte de cruz. Por isso Deus O exaltou e Lhe deu um nome que está acima
de todos os nomes, para que ao nome de Jesus todos se ajoelhem no céu, na terra
e nos abismos, e toda a língua proclame que Jesus Cristo é o Senhor, para
glória de Deus Pai.
Palavra do
Senhor.
Evangelho Lc
22, 14 – 23, 56
N Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas
Quando
chegou a hora,
Jesus
sentou-Se à mesa com os seus Apóstolos
e
disse-lhes:
J «Tenho desejado ardentemente
comer
convosco esta Páscoa,
antes de
padecer;
pois
digo-vos que não tornarei a comê-la,
até que se
realize plenamente no reino de Deus».
N Então, tomando um cálice, deu graças e
disse:
J «Tomai e reparti entre vós,
pois
digo-vos que não tornarei a beber do fruto da videira,
até que venha
o reino de Deus».
N Depois tomou o pão e, dando graças,
partiu-o e
deu-lho, dizendo:
J «Isto é o meu Corpo entregue por vós.
Fazei isto
em memória de Mim».
N No fim da ceia, fez o mesmo com o
cálice, dizendo:
J «Este cálice é a nova aliança no meu
Sangue,
derramado
por vós.
Entretanto,
está comigo à mesa
a mão
daquele que Me vai entregar.
O Filho do
homem vai partir, como está determinado.
Mas ai
daquele por quem Ele vai ser entregue!».
N Começaram então a perguntar uns aos
outros
qual deles
iria fazer semelhante coisa.
Levantou-se
também entre eles uma questão:
qual deles
se devia considerar o maior?
Disse-lhes
Jesus:
J «Os reis das nações exercem domínio
sobre elas
e os que têm
sobre elas autoridade
são chamados
benfeitores.
Vós não
deveis proceder desse modo.
O maior
entre vós seja como o menor
e aquele que
manda seja como quem serve.
Pois quem é
o maior:
o que está à
mesa ou o que serve?
Não é o que
está à mesa?
Ora Eu estou
no meio de vós
como aquele
que serve.
Vós
estivestes sempre comigo
nas minhas
provações.
E Eu preparo
para vós um reino,
como meu Pai
o preparou para Mim:
comereis e
bebereis à minha mesa, no meu reino,
e
sentar-vos-eis em tronos,
a julgar as
doze tribos de Israel.
Simão,
Simão, Satanás vos reclamou
para vos
agitar na joeira como trigo.
Mas Eu
roguei por ti, para que a tua fé não desfaleça.
E tu, uma
vez convertido, fortalece os teus irmãos».
N Pedro respondeu-Lhe:
R «Senhor, eu estou pronto a ir contigo,
até para a prisão
e para a morte».
N Disse-lhe Jesus:
J «Eu te digo, Pedro: Não cantará hoje o
galo,
sem que tu,
por três vezes, negues conhecer-Me».
N Depois acrescentou:
J «Quando vos enviei
sem bolsa
nem alforge nem sandálias,
faltou-vos
alguma coisa?».
N Eles responderam que não lhes faltara
nada.
Disse-lhes
Jesus:
J «Mas agora, quem tiver uma bolsa pegue
nela,
bem como no
alforge;
e quem não
tiver espada venda a capa e compre uma.
Porque Eu
vos digo
que se deve
cumprir em Mim o que está escrito:
‘Foi contado
entre os malfeitores’.
Na verdade,
o que Me diz respeito
está a
chegar ao fim».
N Eles disseram:
R «Senhor, estão aqui duas espadas».
N Mas Jesus respondeu:
J «Basta».
N Então saiu
e foi, como
de costume, para o monte das Oliveiras
e os
discípulos acompanharam-n’O.
Quando
chegou ao local, disse-lhes:
J «Orai, para não entrardes em
tentação».
N Depois afastou-Se deles cerca de um
tiro de pedra
e, pondo-Se
de joelhos, começou a orar, dizendo:
J «Pai, se quiseres, afasta de Mim este
cálice.
Todavia, não
se faça a minha vontade, mas a tua».
N Então apareceu-Lhe um Anjo, vindo do
Céu,
para O
confortar.
Entrando em
angústia, orava mais instantemente
e o suor
tornou-se-Lhe como grossas gotas de sangue,
que caíam na
terra.
Depois de
ter orado,
levantou-Se
e foi ter com os discípulos,
que
encontrou a dormir, por causa da tristeza.
Disse-lhes
Jesus:
J «Porque estais a dormir?
Levantai-vos
e orai, para não entrardes em tentação».
N Ainda Ele estava a falar,
quando
apareceu uma multidão de gente.
O chamado
Judas, um dos Doze, vinha à sua frente
e
aproximou-se de Jesus, para O beijar.
Disse-lhe
Jesus:
J «Judas, é com um beijo que entregas o
Filho do homem?».
N Ao verem o que ia suceder,
os que
estavam com Jesus perguntaram-Lhe:
R «Senhor, vamos feri-los à espada?».
N E um deles feriu o servo do sumo
sacerdote,
cortando-lhe
a orelha direita.
Mas Jesus
interveio, dizendo:
J «Basta! Deixai-os».
N E, tocando na orelha do homem, curou-o.
Disse então
Jesus aos que tinham vindo ao seu encontro,
príncipes
dos sacerdotes, oficiais do templo e anciãos:
J «Vós saístes com espadas e varapaus,
como se
viésseis ao encontro dum salteador.
Eu estava
todos os dias convosco no templo
e não Me
deitastes as mãos.
Mas esta é a
vossa hora e o poder das trevas.
N Apoderaram-se então de Jesus,
levaram-n’O
e introduziram-n’O em casa do sumo sacerdote.
Pedro
seguia-os de longe.
Acenderam
uma fogueira no meio do pátio,
sentaram-se
em volta dela
e Pedro foi
sentar-se no meio deles.
Ao vê-lo
sentado ao lume,
uma criada,
fitando os olhos nele, disse:
R «Este homem também andava com Jesus».
N Mas Pedro negou:
R «Não O conheço, mulher».
N Pouco depois, disse outro, ao vê-lo:
R «Tu também és um deles».
N Mas Pedro disse:
R «Homem, não sou».
N Passada mais ou menos uma hora,
afirmava
outro com insistência:
R «Esse homem, com certeza, também andava
com Jesus,
pois até é
galileu».
N Pedro respondeu:
R «Homem, não sei o que dizes».
N Nesse instante – ainda ele falava – um
galo cantou.
O Senhor voltou-Se
e fitou os olhos em Pedro.
Então Pedro
lembrou-se da palavra do Senhor,
quando lhe
disse:
‘Antes de o
galo cantar, Me negarás três vezes’.
E, saindo
para fora, chorou amargamente.
Entretanto,
os homens que guardavam Jesus
troçavam
d’Ele e maltratavam-n’O.
Cobrindo-Lhe
o rosto, perguntavam-Lhe:
R «Adivinha, profeta: Quem Te bateu?».
N E dirigiam-Lhe muitos outros insultos.
Ao romper do
dia,
reuniu-se o
conselho dos anciãos do povo,
os príncipes
dos sacerdotes e os escribas.
Levaram-n’O
ao seu tribunal e disseram-Lhe:
R «Diz-nos se Tu és o Messias».
N Jesus respondeu-lhes:
J «Se Eu vos disser, não acreditareis
e, se fizer
alguma pergunta, não respondereis.
Mas o Filho
do homem
sentar-Se-á
doravante
à direita do
poder de Deus».
N Disseram todos:
R «Tu és então o Filho de Deus?».
N Jesus respondeu-lhes:
J «Vós mesmos dizeis que Eu sou».
N Então exclamaram:
R «Que necessidade temos ainda de
testemunhas?
Nós próprios
o ouvimos da sua boca».
N Levantaram-se todos e levaram Jesus a
Pilatos.
Começaram a
acusá-l’O, dizendo:
R «Encontrámos este homem a sublevar o
nosso povo,
a impedir
que se pagasse o tributo a César
e dizendo
ser o Messias-Rei».
N Pilatos perguntou-Lhe:
R «Tu és o Rei dos judeus?».
N Jesus respondeu-lhe:
J «Tu o dizes».
N Pilatos disse aos príncipes dos
sacerdotes e à multidão:
R «Não encontro nada de culpável neste
homem».
N Mas eles insistiam:
R «Amotina o povo, ensinando por toda a
Judeia,
desde a
Galileia, onde começou, até aqui».
N Ao ouvir isto, Pilatos perguntou
se o homem
era galileu;
e, ao saber
que era da jurisdição de Herodes,
enviou-O a
Herodes,
que também
estava nesses dias em Jerusalém.
Ao ver
Jesus, Herodes ficou muito satisfeito.
Havia
bastante tempo que O queria ver,
pelo que
ouvia dizer d’Ele,
e esperava
que fizesse algum milagre na sua presença.
Fez-Lhe
muitas perguntas, mas Ele nada respondeu.
Os príncipes
dos sacerdotes e os escribas que lá estavam
acusavam-n’O
com insistência.
Herodes, com
os seus oficiais, tratou-O com desprezo
e, por troça,
mandou-O cobrir com um manto magnífico
e remeteu-O
a Pilatos.
Herodes e
Pilatos, que eram inimigos,
ficaram
amigos nesse dia.
Pilatos
convocou os príncipes dos sacerdotes,
os chefes e
o povo, e disse-lhes:
R «Trouxestes este homem à minha presença
como agitador
do povo.
Interroguei-O
diante de vós
e não
encontrei n’Ele
nenhum dos
crimes de que O acusais.
Herodes
também não,
uma vez que
no-l’O mandou de novo.
Como vedes,
não praticou nada que mereça a morte.
Vou,
portanto, soltá-l’O, depois de O mandar castigar».
N Pilatos tinha obrigação de lhes soltar
um preso
por ocasião
da festa.
E todos se
puseram a gritar:
R «Mata Esse e solta-nos Barrabás».
N Barrabás tinha sido metido na cadeia
por causa de
uma insurreição desencadeada na cidade
e por
assassínio.
De novo
Pilatos lhes dirigiu a palavra,
querendo
libertar Jesus.
Mas eles
gritavam:
R «Crucifica-O! Crucifica-O!».
N Pilatos falou-lhes pela terceira vez:
R «Mas que mal fez este homem?
Não
encontrei n’Ele nenhum motivo de morte.
Por isso vou
soltá-l’O, depois de O mandar castigar».
N Mas eles continuavam a gritar,
pedindo que
fosse crucificado,
e os seus
clamores aumentavam de violência.
Então
Pilatos decidiu fazer o que eles pediam:
soltou
aquele que fora metido na cadeia
por
insurreição e assassínio,
como eles
reclamavam,
e
entregou-lhes Jesus para o que eles queriam.
Quando O
conduziam,
lançaram mão
de um certo Simão de Cirene,
que vinha do
campo, e puseram-lhe a cruz às costas,
para a levar
atrás de Jesus.
Seguia-O
grande multidão de povo
e mulheres
que batiam no peito
e se
lamentavam, chorando por Ele.
Mas Jesus
voltou-Se para elas e disse-lhes:
J «Filhas de Jerusalém, não choreis por
Mim;
chorai antes
por vós mesmas e pelos vossos filhos;
pois dias
virão em que se dirá:
‘Felizes as
estéreis, os ventres que não geraram
e os peitos
que não amamentaram’.
Começarão a
dizer aos montes: ‘Caí sobre nós’;
e às
colinas: ‘Cobri-nos’.
Porque, se
tratam assim a madeira verde,
que
acontecerá à seca?».
N Levavam ainda dois malfeitores
para serem
executados com Jesus.
Quando
chegaram ao lugar chamado Calvário,
crucificaram-n’O
a Ele e aos malfeitores,
um à direita
e outro à esquerda.
Jesus dizia:
J «Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o
que fazem».
N Depois deitaram sortes,
para
repartirem entre si as vestes de Jesus.
O povo
permanecia ali a observar.
Por sua vez,
os chefes zombavam e diziam:
R «Salvou os outros: salve-Se a Si mesmo,
se é o
Messias de Deus, o Eleito».
N Também os soldados troçavam d’Ele;
aproximando-se
para Lhe oferecerem vinagre, diziam:
R «Se és o Rei dos judeus, salva-Te a Ti
mesmo».
N Por cima d’Ele havia um letreiro:
«Este é o
Rei dos judeus».
Entretanto,
um dos malfeitores
que tinham
sido crucificados
insultava-O,
dizendo:
R «Não és Tu o Messias?
Salva-Te a
Ti mesmo e a nós também».
N Mas o outro, tomando a palavra,
repreendeu-o:
R «Não temes a Deus,
tu que
sofres o mesmo suplício?
Quanto a
nós, fez-se justiça,
pois
recebemos o castigo das nossas más acções.
Mas Ele nada
praticou de condenável».
N E acrescentou:
R «Jesus, lembra-Te de mim,
quando
vieres com a tua realeza».
N Jesus respondeu-lhe:
J «Em verdade te digo: Hoje estarás
comigo no Paraíso».
N Era já quase meio-dia,
quando as
trevas cobriram toda a terra,
até às três
horas da tarde,
porque o sol
se tinha eclipsado.
O véu do
templo rasgou-se ao meio.
E Jesus
exclamou com voz forte:
J «Pai, em tuas mãos entrego o meu
espírito».
N Dito isto, expirou.
Vendo o que
sucedera,
o centurião
deu glória a Deus, dizendo:
R «Realmente este homem era justo».
N E toda a multidão
que tinha
assistido àquele espectáculo,
ao ver o que
se passava, regressava batendo no peito.
Todos os
conhecidos de Jesus,
bem como as
mulheres que O acompanhavam
desde a
Galileia,
mantinham-se
à distância, observando estas coisas.
Havia um
homem chamado José,
da cidade de
Arimateia,
que era
pessoa recta e justa e esperava o reino de Deus.
Era membro
do Sinédrio, mas não tinha concordado
com a
decisão e o proceder dos outros.
Foi ter com
Pilatos e pediu-lhe o corpo de Jesus.
E depois de
o ter descido da cruz,
envolveu-o
num lençol
e
depositou-o num sepulcro escavado na rocha,
onde ninguém
ainda tinha sido sepultado.
Era o dia da
Preparação
e começavam
a aparecer as luzes do sábado.
Entretanto, as
mulheres que tinham vindo com Jesus da Galileia
acompanharam
José e observaram o sepulcro
e a maneira
como fora depositado o corpo de Jesus.
No regresso,
prepararam aromas e perfumes.
E no sábado
guardaram o descanso, conforme o preceito.
Palavra da
salvação.
Fonte: http://www.portal.ecclesia.pt/ecclesiaout/liturgia/liturgia_site/
Fonte: http://www.portal.ecclesia.pt/ecclesiaout/liturgia/liturgia_site/
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